Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Compensa comprar o MacBook Neo no Brasil? Veja comparações com PCs na mesma faixa de preço
Publicado 12/04/2026 • 13:59 | Atualizado há 2 horas
Super Mario Galaxy: O Filme tem bilheteria de US$ 629 milhões globalmente em duas semanas
Geração Z adulta ainda depende dos pais: 64% recebem ajuda financeira, aponta Wells Fargo
China oferece 10 medidas para Taiwan após visita de líder da oposição a Pequim
Tribunal pode derrubar indenizações e reduzir risco bilionário da Berkshire
Como a Kodak está tentando reerguer seus negócios após estar à beira da falência
Publicado 12/04/2026 • 13:59 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Imagem gerada pela Inteligência ARtificial Nano Banana 2
Testados lado a lado, o MacBook Neo e três concorrentes Windows revelam diferenças que o preço de etiqueta não conta
Vou descobrir agora se tenho mais leitores fãs ou haters da Apple. A coluna AI-451 se propõe a comentar e analisar as principais novidades do mundo da Inteligência Artificial, mas uma matéria que li no The Verge na última semana me chamou a atenção e resolvi trazer pra este espaço.
O jornalista Antonio Di Benedetto pediu para os fabricantes de PCs enviarem seus melhores notebooks na faixa de preço do MacBook Neo para poder comparar o novo computador portátil da maçã com seus concorrentes que utilizam Windows, seriam máquinas escolhidas pelas próprias empresas, para provar se o computador de entrada da Apple é mesmo bom, ou se é somente hype.
Leia outras colunas em AI-451
O resultado do teste foi um tanto constrangedor e mostrou uma aposta acertada da empresa de Cupertino, que deve atrair cada vez mais novos usuários para seu ecossistema.
O MacBook Neo chegou às lojas no início de março rodando o chip A18 Pro, o mesmo que equipa o iPhone 16 Pro de 2024, o que, na prática, é um Iphone no formato laptop. Usar um processador de smartphone pode soar como economia mal disfarçada, mas os números contam outra história. Em desempenho de núcleo único, o processador A18 Pro bateu os três concorrentes com folga.
No teste de exportação de vídeo 4K em Premiere, o Neo terminou à frente do Lenovo e do Asus, mesmo com metade da memória RAM dos dois.
Para comparar com o notebook de US$ 599 da Apple (R$ 3.000 na conversão direta do dia 12 de abril de 2026), as empresas enviaram seus melhores produtos na mesma faixa de preços.
A Asus mandou um Vivobook 16 de US$ 700. A Lenovo enviou um IdeaPad Slim 3x de US$ 750, enquanto a Acer apostou num Aspire 14 AI que originalmente custava US$ 1.050. Dell e HP nem apareceram, alegando estar entre gerações de produtos.
Para chegar no valor de US$ 599, a Apple cortou onde o usuário comum raramente sente, eliminando o teclado retroiluminado, sem Wi-Fi 7, sem conexão Thunderbolt, sem suporte a monitores acima de 4K e memória travada em 8 GB.
Manteve, no entanto, onde todo mundo sente todo dia, uma tela de 13 polegadas com 500 nits de brilho e 98% de cobertura sRGB, trackpad mecânico que clica com precisão em qualquer ponto, webcam de 1080p, bateria que dura entre 13 e 16 horas de uso real. Além de ser um notebook fanless, sem ventilador, silencioso o tempo todo e com carcaça de alumínio, que deixa o produto mais sofisticado.
O Asus Vivobook chegou com processador AMD Ryzen 7, 16 GB de RAM e tela de 16 polegadas. No teste, a tela foi descrita por Benedetto como opaca, escura e levemente borrada. O trackpad fazia barulho oco a cada clique. Os alto-falantes deixaram a desejar e a bateria morreu em seis horas de uso misto. O chip, apesar dos oito núcleos, ficou 75% mais lento que o A18 Pro em desempenho de núcleo único.
O Lenovo IdeaPad tinha o melhor teclado dos três e uma bateria impressionante, de mais de 21 horas no teste de navegação contínua. O trackpad, no entanto, travava com frequência. Os alto-falantes foram classificados como os piores do grupo. A tela de 15 polegadas não chegava a 300 nits de brilho.
O Acer Aspire 14 AI foi o mais competitivo, originalmente projetado para custar US$ 1.050 e encontrado em promoção por US$ 530 no BestBuy, tinha as melhores portas do grupo, incluindo Thunderbolt 4, e desempenho multicore superior ao Neo. Ainda assim, a tela apresentava vazamento de luz visível em fundos escuros, os alto-falantes foram reprovados e o chassi, apesar de alumínio, flexionava ao toque. O repórter concluiu que se tivesse que escolher um dos três desafiantes, ficaria com o Acer, mas teria de conectar mouse, teclado e um monitor externos para usar direito, o que tira o aparelho do território "econômico" para quem não tem esses acessórios em casa.
Nos Estados Unidos, o MacBook Neo custa US$ 599. Na conversão direta pelo dólar comercial a R$ 5 (12 de abril), daria cerca de R$ 3.000. Já nas lojas brasileiras, bom, você já sabe que a conversão é outra. Sai o dólar comercial e entra o “dólar Apple”, e o mesmo computador sai entre R$ 6.500 e R$ 7.500, na configuração com 256 gigabytes de SSD, dependendo de onde você compra.
Para quem tem viagem marcada para os Estados Unidos, porém, a conta muda de figura. A cota de isenção para quem retorna ao Brasil por via aérea é de US$ 1.000 por pessoa. Um MacBook Neo de US$ 599 entra na bagagem sem pagar imposto de importação, e o computador mais barato da Apple cabe na cota e chega em casa legal, sem fila na alfândega e sem DARF.
Para o resto do país que tem viagem marcada, o consolo é o parcelamento em até 12 vezes, já que, mesmo pagando o dobro do valor americano, o Neo ainda custa menos da metade dos R$ 14.000 do MacBook Air, que até março era a porta de entrada da linha.
Pesquisei no Brasil os preços dos modelos utilizados no teste. O único que consegui encontrar em configuração idêntica à do teste foi o Acer Aspire AI, por R$ 6.320 na Amazon. Veja a tabela comparativa:
| Modelo | Preço EUA | Conversão direta | Preço Brasil |
|---|---|---|---|
| MacBook Neo | US$ 599 | R$ 3.000 | R$ 6.300 a R$ 7.300 |
| Asus Vivobook 16 | US$ 530 a US$ 700 | R$ 2.650 a R$ 3.500 | R$ 4.100 a R$ 5.000 |
| Lenovo IdeaPad Slim 3x | US$ 550 a US$ 750 | R$ 2.750 a R$ 3.750 | R$ 5.310 |
| Acer Aspire 14 AI | US$ 887 a US$ 1.050 | R$ 4.435 a R$ 5.250 | R$ 6.320 |
Outro argumento que podemos incluir na comparação de preços é o da “longevidade”. E aqui, vamos fazer em valores brasileiros mesmo.
Segundo estudo publicado na Macworld, notebooks Windows de entrada e intermediários costumam durar entre 3 e 5 anos antes de perderem desempenho para tarefas básicas. Já os MacBooks bem mantidos chegam de 6 e 8 anos, com suporte de software da Apple garantido por até 7 anos a partir do lançamento.
Usando as médias de cada categoria, quatro anos para os Windows e sete para a Apple, e os preços praticados no Brasil, a conta vira de cabeça para baixo.
| Modelo | Preço médio Brasil | Duração média | Custo médio por ano |
|---|---|---|---|
| Asus Vivobook 16 | R$ 4.550 | 4 anos | R$ 1.138/ano |
| Lenovo IdeaPad Slim 3x | R$ 5.310 | 4 anos | R$ 1.328/ano |
| Acer Aspire 14 AI | R$ 6.320 | 4 anos | R$ 1.580/ano |
| MacBook Neo | R$ 6.800 | 7 anos | R$ 971/ano |
Para estudantes, profissionais que vivem entre documentos, e-mails e videoconferências, e quem está comprando o primeiro Mac, o Neo fecha a conta.
Para quem já tem um MacBook Air M1 funcionando bem, a troca não compensa. O Air tem tela maior, teclado retroiluminado e duas portas Thunderbolt 3 que o Neo não oferece.
E para quem trabalha com edição de vídeo pesada ou produção musical profissional, o Neo vai cobrar o preço dos seus cortes mais cedo ou mais tarde.
Por fim, dá pra concluir que o MacBook Neo não é o melhor computador da Apple, mas é talvez o mais honesto.
Ajude o AI-451 a aprimorar, mande um e-mail com críticas e sugestões: aravagnani@timesbrasil.com.br
Mais lidas
1
Sob pressão financeira na Cimed, João Adibe recusa acordo de R$ 81 mil em caso envolvendo obra de mansão de luxo
2
Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 45 milhões para próximo sorteio
3
A xAI de Elon Musk enfrenta nova oposição após obter autorização para pouso em usina de energia
4
Dólar a R$ 4,90? O otimismo do mercado diante da possibilidade de renovar mínimas de 2024
5
O que sabemos sobre o Mythos da Anthropic, modelo de IA mais poderoso do mundo que não será lançado por motivos de cibersegurança
Sam Altman, por quem mais o conhece: "brilhante, mentiroso e não confiável"; quem vai frear o homem mais poderoso da IA?
Muse Spark chegou: a nova IA da Meta e a aposta de Zuckerberg para provar que valeu cada bilhão - de muitos - investido