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Bolsas da Europa fecham na maioria em queda de olho em EUA-Irã e com setor de luxo pressionado

Publicado 15/04/2026 • 15:28 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Quedas expressivas de empresas como Kering e Hermès refletiram balanços fracos e desaceleração nas vendas.
  • Incertezas ligadas à guerra entre EUA e Irã e à instabilidade no Estreito de Ormuz mantiveram cautela, apesar de sinais de possível retomada de negociações.
  • Oscilação do petróleo e risco estagflacionário pressionam setores como energia e tecnologia, enquanto dados mostram leve alta da produção industrial da zona do euro.
Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha

Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha

AFP

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, 15, pressionadas sobretudo pelo tombo do setor de luxo, que penalizou o francês CAC 40, após balanços fracos e ainda sob cautela em torno da guerra entre EUA e Irã. A perspectiva de retomada de negociações ajudou a limitar perdas em alguns momentos, em meio à oscilação do petróleo, mas não foi suficiente para sustentar ganhos.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,47%, a 10.559,58 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,18%, a 24.087,42 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,64%, a 8.274,57 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,04%, a 48.155,82 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,55%, a 18.185,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,18%, a 9.345,36 pontos. As cotações são preliminares.

Para o ANZ, o choque de energia ligado ao conflito no Oriente Médio representa um risco estagflacionário, enquanto a Columbia Threadneedle avalia que, mesmo com um eventual acordo, a normalização no Estreito de Ormuz deve levar tempo. Já o Goldman Sachs destacou a redução do prêmio de risco no petróleo com o aumento das chances de negociação.

Entre as ações, o setor de luxo (-3,03%) liderou as perdas, pressionado pelo tombo da Kering (-9,2%), após queda nas vendas da Gucci, e da Hermès (-8,2%).

Em Amsterdã, a ASML cedeu 4,1% mesmo após elevar projeções de vendas com a demanda por inteligência artificial (IA). Preocupações com o bloqueio de cargas, em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, seguem levantando dúvidas para o setor tech. Já Stellantis subiu 1,9% em Frankfurt, com aumento de embarques no primeiro trimestre.

A oscilação do petróleo pressionou a BP, que recuou cerca de 0,5%, apesar de atualização operacional melhor que o esperado, segundo avaliação do Citi.

No fronte macro, a produção industrial da zona do euro avançou 0,4% em fevereiro, levemente acima do esperado, enquanto investidores acompanham também comentários de dirigentes de BCs nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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