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Dólar encerra estável aos R$ 4,99 em sessão de baixo fluxo
Publicado 15/04/2026 • 17:43 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 15/04/2026 • 17:43 | Atualizado há 5 meses
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Notas de dólar
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta quarta-feira, 15, praticamente sem movimentação, com um recuo de 0,03%, aos R$ 4,99. No pregão, a moeda flutuou apenas dois centavos, entre R$ 4,98 e R$ 5, enquanto o índice DXY, que compara a divisa americana a uma cesta de moedas fortes, caiu 0,07%, para 98,053 pontos.
Segundo Leandro Sobrinho, cofundador da Davila Finance, o dólar mantém viés de força diante do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e da busca global por segurança em períodos de incerteza. A moeda americana segue sustentada por uma economia ainda resiliente, mesmo com sinais de desaceleração.
Para Sobrinho, esse movimento não deve ser interpretado como risco, mas como um ajuste natural de ciclo. “Juros mais altos nos Estados Unidos fortalecem o dólar e pressionam mercados emergentes, mas também criam oportunidades para quem diversifica e pensa em moeda forte. O investidor precisa entender o câmbio como parte da estratégia, não como ameaça pontual”, afirma.
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Siga o Times | CNBCNo cenário doméstico, embora o Brasil apresente fundamentos relativamente sólidos, como diferencial de juros e contas externas equilibradas, o câmbio ainda responde de forma sensível a ruídos fiscais e incertezas políticas. Qualquer sinal de descontrole nas contas públicas tende a gerar reação imediata no dólar, explica Daniel Toledo, especialista em negócios e advogado
“O real hoje é uma moeda muito sensível à percepção de risco. Mesmo com fundamentos melhores do que outros emergentes, basta um aumento de aversão global ou uma sinalização fiscal negativa para o câmbio reagir rapidamente. Por outro lado, em momentos de entrada de capital estrangeiro, o movimento de apreciação também tende a ser intenso”, explica.
A movimentação da sessão foi marcada pela defesa do dólar na faixa de R$ 5, que tem encontrado consistentemente um fluxo comprador, diz Felipe Sant’Anna, especialista de investimentos da Axia Investing. “Essa atuação pode ser atribuída a estratégias de curto prazo, como day trade e swing trade, ou a uma percepção de que o dólar não deve se firmar abaixo de R$ 5 no longo prazo”, disse.
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