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Rival da Nvidia busca ao menos R$ 588 milhões em nova rodada com avanço do mercado europeu de chips de IA
Publicado 17/04/2026 • 08:02 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 17/04/2026 • 08:02 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Sistema protótipo de Euclyd
Startups europeias que desenvolvem tecnologias alternativas às GPUs da Nvidia estão buscando grandes rodadas de investimento para expandir operações em meio ao boom global da inteligência artificial.
A empresa holandesa Euclyd, apoiada pelo ex-CEO da ASML, informou à CNBC que negocia com investidores uma captação de pelo menos € 100 milhões, cerca de US$ 118 milhões (R$ 588,8 milhões), segundo o fundador Bernardo Kastrup.
Em outras frentes, a britânica Optalysys planeja levantar mais de US$ 100 milhões (R$ 499,0 milhões) ainda neste ano. Já a britânica Fractile e a francesa Arago também estariam em busca de rodadas na casa de nove dígitos.
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Somente em 2026, investidores já destinaram mais de US$ 200 milhões (R$ 998,0 milhões) para a holandesa Axelera e para a britânica Olix.
A Nvidia se tornou rapidamente a empresa mais valiosa do mundo, impulsionada por suas GPUs, inicialmente criadas para games e posteriormente adaptadas para treinar modelos de IA.
Agora, o foco do mercado começa a migrar para a chamada inferência de IA, etapa em que modelos já treinados processam tarefas reais com máxima eficiência.
Embora a própria Nvidia também desenvolva sistemas para esse segmento, novas startups europeias afirmam possuir soluções mais eficientes.
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Segundo Patrick Schneider-Sikorsky, diretor do Nato Innovation Fund (NIF), a arquitetura tradicional das GPUs não foi projetada para inferência em larga escala.
Ele afirmou ainda que controles de exportação dos EUA, riscos de concentração na TSMC e a busca europeia por soberania computacional vêm direcionando capital para chips desenvolvidos no continente.
A Euclyd afirma desenvolver chips capazes de entregar 100 vezes mais eficiência energética em inferência quando comparados aos chips Vera Rubin, nova geração da Nvidia.
Fundada em 2024, a startup já levantou uma rodada seed inferior a € 10 milhões, cerca de US$ 11,8 milhões (R$ 58,9 milhões), e agora busca recursos para escalar a tecnologia e iniciar vendas.
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Segundo Kastrup, a empresa substitui GPUs por uma arquitetura diferente, capaz de processar dados em múltiplos pontos simultaneamente, reduzindo consumo de energia e custo operacional.
A companhia também afirma que seus sistemas diminuirão o tamanho físico e o gasto energético de data centers voltados à IA.
Por enquanto, porém, a tecnologia da Euclyd ainda não foi validada comercialmente em larga escala.
A startup já concluiu um chip para inferência e desenvolve atualmente um sistema multi-chiplet, com lançamento previsto para 2028.
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Segundo Kastrup, a empresa negocia com quatro potenciais clientes, esperando começar a atender dois deles no próximo ano e os demais no ano seguinte.
A britânica Olix, que trabalha com processadores fotônicos para IA, também mira seus primeiros clientes no próximo ano, embora ainda esteja em fase de pesquisa e desenvolvimento.
Processadores fotônicos utilizam luz para mover dados e, em alguns casos, executar computação.
Para Taavet Hinrikus, sócio da Plural e investidor da Olix, a arquitetura eletrônica atual dos chips está “atingindo seus limites” em relação à miniaturização.
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Ele destacou ainda que o calor gerado pelos chips tradicionais se tornou um problema relevante e defendeu que plataformas fotônicas devem representar o próximo grande salto tecnológico.
A Nvidia segue reforçando sua liderança. No último ano fiscal encerrado em janeiro de 2026, a empresa gastou mais de US$ 18 bilhões (R$ 89,8 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento.
Em dezembro, adquiriu ativos da startup de inferência Groq por US$ 20 bilhões (R$ 99,8 bilhões).
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Já em março, anunciou investimento de US$ 4 bilhões (R$ 20,0 bilhões) em duas empresas focadas em tecnologia fotônica.
Apesar do avanço, startups europeias ainda esbarram em dificuldades estruturais.
Schneider-Sikorsky afirmou que o ciclo de desenvolvimento de chips é longo, o caminho entre protótipo e produção em escala é complexo e o ecossistema fabril europeu ainda precisa amadurecer.
O CEO da Axelera, Fabrizio Del Maffeo, disse que governos europeus continuam conservadores ao investir em empresas novas e que o continente não possui equivalente à DARPA, agência dos EUA que financia inovação estratégica.
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Ele também citou falta de incentivos para consumo de produtos locais e legislação trabalhista fragmentada entre países, dificultando contratações.
Segundo a Dealroom, startups europeias de chips para IA levantaram US$ 800 milhões (R$ 4,0 bilhões) em 2026, contra US$ 4,7 bilhões (R$ 23,5 bilhões) captados por concorrentes dos Estados Unidos.
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Nos EUA, a Cerebras Systems obteve US$ 1 bilhão (R$ 5,0 bilhões) em fevereiro. Já MatX, Ayar Labs e Etched receberam rodadas de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) cada neste ano.
Mesmo assim, empresas europeias focadas em inferência de IA para rivalizar com a Nvidia vêm atraindo cada vez mais atenção.
“Não é mais uma aposta de nicho. Está se tornando parte central de como o mercado pensa infraestrutura de IA”, afirmou Carlos Espinal, sócio da Seedcamp, investidora da startup Vaire Computing.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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