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Dólar cai a R$ 4,95 menor valor desde março de 2024; Ibovespa passa para terreno negativo
Publicado 17/04/2026 • 09:44 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 17/04/2026 • 09:44 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,81% nesta sexta-feira (17) negociando a R$ 4,95, o menor valor desde 23 e março de 2024. O movimento acompanhou a alta generalizada dos mercados globais, puxada pela sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra no Irã “deve estar acabando em breve”.
O movimento, no entanto, perdeu força, e por volta do meio dia, a divisa americana recuava 0,29%, a R$ 4,97, enquanto o Ibovespa, que abriu em alta, passou a cair 0,45%, aos 195 mil pontos.
O contrato futuro do petróleo Brent, com vencimento em junho de 2026, recua 9%, negociado a US$ 90,76 o barril.
No mercado futuro, o Ibovespa superou a marca de 200 mil pontos, barreira psicológica que o índice brasileiro ainda não havia cruzado.
Em Nova York, o EWZ, ETF que replica uma cesta de ativos brasileiros, subia 1,54%, sinalizando apetite externo pelo mercado local.
As declarações de Trump em um evento em Las Vegas na quinta-feira (16) foram o gatilho do movimento. O presidente americano descreveu o conflito como “indo muito bem” e reforçou que o Irã quer “fazer um acordo com urgência”. Horas antes, ele já havia anunciado um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano.
O otimismo com uma possível saída diplomática para o conflito no Oriente Médio tem impulsionado as bolsas americanas ao longo da semana. Os futuros do S&P 500 subiam 0,7%, os do Nasdaq 100 avançavam 0,8% e os contratos ligados ao Dow Jones ganhavam cerca de 491 pontos, ou 1%, no início do pregão desta sexta.
Na semana, o Dow acumula alta de 1,4%, enquanto S&P 500 e Nasdaq sobem 3,3% e 5,2%, respectivamente. Na sessão de quinta, S&P 500 e Nasdaq já haviam alcançado novas máximas históricas.
Nem todos os analistas leem o movimento com otimismo irrestrito. Liz Ann Sonders, estrategista-chefe de investimentos do Charles Schwab, alertou que a velocidade da recuperação pode não indicar durabilidade.
“Em 11 dias, chegamos a novas máximas históricas. Não há nada de errado com isso, mas acho que precisamos ver um pouco mais de participação por baixo da superfície para ter algum conforto de que há algo duradouro aqui”, afirmou à CNBC. Para ela, o momento recomenda diversificação e disciplina, sem grandes apostas direcionais.
O recuo do dólar a R$ 4,96 reflete tanto o enfraquecimento da moeda americana no exterior quanto o aumento do apetite por ativos de mercados emergentes em momentos de distensão geopolítica. O EWZ em alta em Nova York reforça essa leitura: investidores estrangeiros voltam a olhar para o Brasil quando o cenário externo alivia.
O Ibovespa futuro acima de 200 mil pontos é um dado de mercado com peso simbólico. A marca não garante que o índice à vista fechará no mesmo patamar, mas indica que, ao menos por ora, o humor global favorece os ativos brasileiros.
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