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Oscar Schmidt: por que o atleta foi draftado pela NBA, mas nunca jogou na liga
Publicado 17/04/2026 • 17:57 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 17/04/2026 • 17:57 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte nacional, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após ser internado no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, depois de apresentar um mal-estar.
Por que um dos maiores cestinhas da história do basquete mundial foi escolhido no Draft da NBA, mas nunca atuou na principal liga dos Estados Unidos?
A resposta, de acordo com a Fiba Basketball, está ligada às regras da época e à decisão do brasileiro de priorizar a seleção nacional.
Dono de destaque internacional ainda nos anos 1980, Oscar chamou atenção pelo talento ofensivo, pela precisão nos arremessos e pela capacidade de decidir partidas.
O desempenho levou o atleta a ser selecionado no Draft da NBA, quando equipes buscavam reforços para temporadas futuras.
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Naquele período, porém, existia uma barreira importante para jogadores que desejavam defender seus países. O Comitê Olímpico Internacional proibia a participação de atletas profissionais em torneios olímpicos.
Na prática, quem assinasse com a NBA perderia o direito de disputar Jogos Olímpicos e outras competições relevantes da seleção.
Oscar Schmidt optou por não seguir para a NBA. A prioridade era continuar representando o Brasil nos principais eventos internacionais, nos quais já era protagonista.
Em 1984, Oscar recusou uma proposta para jogar na NBA, priorizando a Seleção Brasileira, decisão que, segundo ele, foi tomada com muito orgulho. Três anos depois, o Brasil conquistou o Pan-Americano.
A decisão marcou sua carreira, pois o brasileiro disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e também cinco Campeonatos Mundiais da FIBA, feito raro entre grandes nomes do esporte.
Anos depois, em 1989, a FIBA passou a permitir que atletas da NBA jogassem por suas seleções. Mesmo assim, Oscar já afirmou em entrevistas que teria recusado novamente qualquer convite para ingressar na liga norte-americana, já que, à época da mudança de regra, considerava tarde demais para começar como estreante. O jogador, no entanto, demonstrou confiança ao afirmar que teria tido sucesso caso tivesse aceitado.
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Mesmo sem atuar na liga norte-americana, Oscar construiu números expressivos. Nos Jogos de Seul, em 1988, teve uma das campanhas individuais mais lembradas do basquete olímpico ao somar 338 pontos em sete partidas, média superior a 42 por jogo.
Já em Atlanta, em 1996, aos 38 anos, ainda mostrou alto nível técnico ao marcar 219 pontos em oito confrontos.
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Ao longo das cinco Olimpíadas, acumulou 1.093 pontos, consolidando-se como um dos maiores pontuadores da história do torneio.
A ausência na NBA nunca diminuiu o tamanho de Oscar Schmidt no cenário internacional. Atuando por clubes do Brasil, da Itália e da Espanha, ele somou quase 50 mil pontos na carreira profissional, marca histórica no basquete.
Apelidado de Mão Santa, o ex-jogador encerrou a carreira em 2003 e permaneceu como símbolo de uma geração.
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Para muitos torcedores, sua escolha representou abrir mão do sonho americano para defender o país no momento em que isso exigia sacrifício.
A morte encerra a trajetória de um atleta que transformou o basquete brasileiro e se tornou referência mundial pela capacidade de pontuar. A assessoria do ex-jogador de basquete confirmou a morte em nota divulgada à imprensa:
Leia a nota na íntegra:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”
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Conhecido como Mão Santa, Oscar Schmidt construiu uma carreira marcada por recordes, títulos e atuações históricas com clubes e com a seleção brasileira.
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