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Caos no exterior, Selic alta, energia limpa e terras raras levam dólar abaixo de R$ 5

Publicado 20/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Atratividade do país é reforçada por recursos naturais, posição geográfica distante de conflitos e capacidade de absorver grandes fluxos financeiros.
  • Movimento do câmbio não é permanente, com projeções entre R$ 4,75 e R$ 6,50, indicando maior risco de alta do que de queda.

Pela primeira vez em mais de dois anos, o dólar caiu abaixo de R$ 5, em um movimento que reflete, em grande parte, a instabilidade do cenário global. Apesar do ambiente externo adverso, o Brasil tem se destacado como destino de capital estrangeiro, impulsionado por fatores como liquidez elevada, juros reais atrativos e menor exposição direta a conflitos geopolíticos.

Em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, a assessora de investimentos da Montebravo e notável da CNBC, Fernanda Rocha, afirmou que o país reúne condições favoráveis para atrair grandes investidores internacionais. Segundo ela, o mercado financeiro brasileiro oferece liquidez suficiente para absorver volumes expressivos de capital, o que o coloca em posição de destaque entre economias emergentes.

A localização geográfica também pesa a favor. Longe dos principais focos de tensão global, o Brasil se beneficia de uma percepção de menor risco relativo. Além disso, o país conta com abundância de recursos naturais, como fontes de energia e terras raras, o que reforça sua atratividade em um momento em que o conflito internacional pressiona justamente o setor energético.

Outro fator determinante é o patamar elevado dos juros reais no Brasil, um dos mais altos do mundo, que amplia o retorno para investidores estrangeiros. Esse conjunto de elementos ajuda a explicar a valorização do real mesmo em meio a um cenário externo turbulento.

Apesar disso, Fernanda alerta que o movimento não deve ser interpretado como permanente. Segundo ela, projeções indicam que, em um cenário mais favorável, o dólar poderia recuar até R$ 4,75, mas, em um ambiente adverso, há possibilidade de alta até R$ 6,50. “Temos mais espaço para perda do que para ganho quando olhamos essa assimetria”, afirma.

Diante desse quadro, a recomendação é ampliar a exposição a ativos internacionais. A especialista sugere que investidores mantenham entre 25% e 30% do portfólio em ativos dolarizados ou em outras moedas estrangeiras, aproveitando o câmbio mais baixo para construir essa posição de forma gradual.

Para quem já possui investimentos no exterior, a orientação é evitar movimentos precipitados. A repatriação de recursos neste momento pode gerar custos elevados, como impostos e taxas cambiais, além de reduzir a diversificação da carteira. “Não é o momento de trazer recursos de volta, mas sim de construir exposição, especialmente para quem ainda não tem”, diz.

A queda do dólar também produz efeitos positivos na economia doméstica. A valorização do real contribui para conter a inflação, ao reduzir o custo de produtos importados e aliviar pressões sobre itens como combustíveis e alimentos, incluindo derivados de trigo. Esse movimento já se reflete na curva de juros, que apresentou recuo recente nos vencimentos mais longos.

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