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Crise energética é a maior ameaça da história, diz chefe da AIE
Publicado 23/04/2026 • 11:57 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/04/2026 • 11:57 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Fatih Birol, Chefe da AIE diz que crise energética atual é a maior ameaça já registrada
O mundo enfrenta a maior crise energética já registrada, segundo o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. Em entrevista à CNBC nesta quinta-feira (23), durante o evento CONVERGE LIVE, em Singapura, o economista turco afirmou que a guerra entre Estados Unidos e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz produziram uma ruptura sem precedentes no fornecimento global de petróleo.
“Estamos diante da maior ameaça à segurança energética da história”, declarou Birol ao apresentador Steve Sedgwick, em participação remota no evento. Segundo ele, o mercado global perdeu 13 milhões de barris diários de petróleo desde o início do conflito, com interrupções adicionais em outras commodities.
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O Estreito de Ormuz, descrito pela AIE como um dos pontos de transporte marítimo mais importantes do mundo, opera atualmente sob o que Birol chamou de bloqueio duplo. Nem o Irã nem os Estados Unidos permitem a passagem de navios pelo canal. Antes do início da guerra, o estreito escoava em média 20 milhões de barris diários de petróleo e derivados.
A agência alertou que o fechamento da rota deve afetar o crescimento econômico global, pressionar a inflação e levar ao racionamento de energia em algumas regiões. Em declarações anteriores, Birol já havia apontado que a combinação entre o conflito iraniano e a paralisação do estreito configura a maior crise energética enfrentada pelo planeta.
A Europa aparece como uma das regiões mais vulneráveis no diagnóstico apresentado pela AIE. Birol disse que cerca de 75% do querosene de aviação consumido pelo continente vinha de refinarias localizadas no Oriente Médio. Com o bloqueio, esse volume foi praticamente zerado.
O continente tenta agora suprir parte da demanda com importações vindas dos Estados Unidos e da Nigéria. “Se não conseguirmos importações adicionais desses países, teremos dificuldades”, afirmou o diretor da AIE. Ele acrescentou que a Europa pode precisar adotar medidas para reduzir o tráfego aéreo nas próximas semanas.
Em março, os 32 países-membros da AIE concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de seus estoques emergenciais para atenuar o impacto da disrupção no fornecimento. No início de abril, Birol indicou que a agência avalia uma segunda rodada de liberações, embora considere a medida apenas paliativa.
“Isso só ajuda a reduzir a dor, não é uma cura”, afirmou Birol em entrevista ao podcast “In Good Company”, apresentado por Nicolai Tangen, presidente do Norges Bank Investment Management. O executivo turco reforçou que a única solução real passa pela reabertura do Estreito de Ormuz.
Birol projetou que a duração prolongada da crise tende a acelerar mudanças na matriz energética mundial. Segundo ele, a energia nuclear deve receber novo impulso, enquanto fontes renováveis como solar e eólica devem crescer com força. Os carros elétricos também tendem a se beneficiar do cenário de escassez de petróleo.
Por outro lado, o diretor da AIE apontou que combustíveis fósseis alternativos podem voltar à pauta. “Em alguns países, espero que o carvão também ganhe impulso e volte a subir, especialmente em algumas grandes economias da Ásia”, disse.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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