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Energia

Diversificação energética: Itaipu testa energia solar para ampliar geração elétrica

Publicado 22/04/2026 • 09:27 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O reservatório da Itaipu Binacional, na fronteira entre Brasil e Paraguai, tem cerca de 1,3 mil km² e já começa a ser testado como base para geração de energia solar.
  • Um projeto piloto instalou 1.584 painéis fotovoltaicos sobre o lago, em uma área inferior a 10 mil m².
  • A estrutura tem capacidade de 1 megawatt-pico (MWp), suficiente para abastecer cerca de 650 residências, mas a energia é usada apenas internamente.

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Itaipú

O reservatório da Itaipu Binacional, na fronteira entre Brasil e Paraguai, tem cerca de 1,3 mil km² e já começa a ser testado como base para geração de energia solar, segundo a Agência Brasil.

Um projeto piloto instalou 1.584 painéis fotovoltaicos sobre o lago, em uma área inferior a 10 mil m². A estrutura tem capacidade de 1 megawatt-pico (MWp), suficiente para abastecer cerca de 650 residências, mas a energia é usada apenas internamente.

A chamada “ilha solar” funciona hoje como laboratório. Técnicos avaliam impactos ambientais, desempenho dos equipamentos e a viabilidade da estrutura flutuante.

A proposta é expandir esse modelo no futuro, o que exigiria mudanças no tratado firmado entre Brasil e Paraguai em 1973 e que viabilizou a colossal obra de engenharia compartilhada.

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“Se falarmos em um potencial bem teórico, uma área de 10% do reservatório, coberta com placas solares, seria o mesmo que outra usina de Itaipu, em termos de capacidade de geração. Claro que isso não está no planos, pois seria uma área muito grande e depende ainda de muitos estudos, mas mostra o potencial dessa pesquisa”, disse Rogério Meneghetti, da Itaipu, para a Agência Brasil.

Estimativas iniciais apontam que levaria ao menos quatro anos para atingir 3 mil MW de geração solar, o que seria cerca de 20% da capacidade da hidrelétrica. O investimento no projeto piloto foi de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual).

Diversificação energética

Além da energia solar, Itaipu investe em hidrogênio verde, baterias e biocombustíveis por meio do Itaipu Parquetec, polo de inovação em Foz do Iguaçu.

No local, o hidrogênio verde é produzido por eletrólise da água, sem emissão de CO₂, e pode ser usado na indústria e no transporte.

“Nós somos uma plataforma tecnológica, então trabalhamos para atender, por exemplo, projetos de pesquisa [científica] ou projetos para indústria nacional. Existem algumas empresas nacionais que estão fazendo seus desenvolvimentos de carreta [movida] a hidrogênio, de ônibus a hidrogênio, por exemplo. Aqui é o lugar para testar e validar esses projetos”, afirma Daniel Cantani.

Entre os projetos, está um barco movido a hidrogênio apresentado na COP30, em Belém, para coleta de resíduos em comunidades ribeirinhas.

A usina também produz biogás a partir de resíduos orgânicos. Em quase nove anos, mais de 720 toneladas foram processadas, gerando combustível suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros.

A unidade ainda testa o bio-syncrude, usado na produção de combustível sustentável de aviação (SAF).

“Eu acredito que nos próximos 10 anos, nós vamos ver muito sobre os combustíveis avançados. Vamos ouvir muito sobre o hidrogênio, sobre o SAF, inclusive por conta da lei de combustíveis futuro, que vem aí com mandato. Biometano e SAF são os assuntos do momento”, destaca Daiana Gotardo.

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Biogás e SAF

A Itaipu também vem apostando na geração de biogás a partir de resíduos orgânicos gerados pelos restaurantes espalhados por diferentes alas da usina e de materiais apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-Vigiagro), em fiscalização de fronteira.

Tudo isso, em vez de ser descartado em aterro, transforma-se em biogás e biometano.

A convite da Itaipu Binacional, a Agência Brasil acompanhou, no último dia 13 de abril, a reinauguração da Unidade de Demonstração de Biocombustíveis que fica no complexo da usina. O local é gerido pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), uma empresa fundada por Itaipu voltada a soluções na área de combustível limpo.

Por um processo de biodigestão realizado em grandes tanques, alimentos oriundos de contrabando e outros resíduos orgânicos gerados na região são transformados em combustível limpo, capaz de abastecer carros que circulam dentro de Itaipu, abastecidos por meio de cilindros de gás instalados nos veículos.

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Em quase nove anos de operação, segundo a usina, foram processadas mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos, volume que resultou na geração de biometano suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros, o equivalente a 12 voltas ao redor da Terra.

A planta também desenvolve, de forma experimental, o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês).

“Eu acredito que nos próximos 10 anos, nós vamos ver muito sobre os combustíveis avançados. Vamos ouvir muito sobre o hidrogênio, sobre o SAF, inclusive por conta da lei de combustíveis futuro, que vem aí com mandato. Biometano e SAF são os assuntos do momento”, destaca Daiana Gotardo, diretora técnica do CIBiogás.

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