Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brasil consolida posição estratégica nas exportações com avanço do setor de energia
Publicado 21/04/2026 • 14:32 | Atualizado há 4 semanas
Google mostra primeiros óculos com IA e áudio integrados antes de lançamento no segundo semestre
Investidores otimistas da Nvidia enfrentam batalha difícil antes do balanço
Economia do Japão cresce 2,1% no primeiro trimestre e supera expectativas
Blackstone investe US$ 5 bilhões em empresa de infraestrutura de IA com Google
Pentágono escolhe Shield AI para programa de drones baratos enquanto guerra com Irã acelera demanda por armamentos de baixo custo
Publicado 21/04/2026 • 14:32 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
O fortalecimento da pauta de exportações brasileira no início de 2026, impulsionado pelo setor de energia, consolida o país como um parceiro estratégico para a segurança energética global, disse Cristiane Alckmin, economista e ex-conselheira do CADE, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A especialista explicou que o preço do barril de petróleo, atualmente estabilizado em torno de US$ 95 (R$ 474,05), reflete a alta volatilidade causada por conflitos geopolíticos e desequilíbrios logísticos no Estreito de Ormuz. “A minha expectativa é de que ainda teremos turbulência. Esse preço de 95 por barril é uma reação da alta volatilidade; no futuro, quando as coisas se acalmarem, entendo que o valor não volta para o patamar de 60, mas sim para a casa dos 80”, projetou.
O Brasil registrou o recorde de US$ 82,3 bilhões (R$ 410,68 bilhões) em exportações no primeiro trimestre, com o petróleo assumindo a liderança da pauta comercial. “O petróleo hoje está em primeiro lugar nas nossas exportações e o Brasil é um vencedor nesse quesito. A China, que importa 70% do petróleo que consome, deve migrar sua demanda de regiões perigosas para locais como o Brasil e a África em busca de segurança energética”, afirmou.
Sobre os desafios internos, Cristiane Alckmin defendeu que a Petrobras deve focar em sua excelência técnica em exploração, enquanto o mercado de refino deveria ser mais aberto à concorrência. “Como monopolista verticalmente integrada, a Petrobras vai maximizar seu preço. Se conseguíssemos desverticalizar o setor e tornar as refinarias privadas, teríamos uma transparência e eficiência muito maiores, permitindo que a estatal focasse no que faz de melhor, que é a exploração offshore”, sugeriu.
A economista também alertou para a fragilidade da situação fiscal brasileira, que limita a capacidade de investimento do Estado em infraestrutura e logística. “O orçamento está comprometido com despesas obrigatórias e a dívida pública pode chegar a 100% do PIB em breve. Precisamos acertar a questão fiscal e endereçar a abertura do mercado de energia para novos players, em vez de criar novas estatais, o que seria um retrocesso”, avaliou.
Por fim, ao comentar sobre a oferta global de óleo bruto, a ex-conselheira do CADE ressaltou que a instabilidade atual não decorre da falta de reservas, mas de gargalos no transporte. “O problema não é produção, é o fluxo errático. Ora libera navio, ora não libera; enquanto o fluxo diário não for normalizado e os mais de 300 navios parados não se organizarem, não veremos o preço cair para patamares mais baixos”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Neymar é convocado para a Copa 2026; veja a lista completa de convocados por Ancelotti
2
Naskar fala pela primeira vez após ‘pane’, muda versão e diz que auditoria investiga saques indevidos que somaram R$ 67 milhões; veja
3
EXCLUSIVO: Sócios da Naskar desmontaram estrutura financeira semanas antes de sumirem com quase R$ 1 bilhão
4
Brasil ‘perde’ R$ 400 milhões em valor de mercado com convocação de Neymar; veja
5
Neymar na Copa: mercados preditivos apostam na convocação, mas otimismo recua