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Crise nos Correios: com “taxa das blusinhas”, estatal perde mais de 50% da movimentação de encomendas de importados

Publicado 25/04/2026 • 21:55 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • As demonstrações financeiras dos Correios revelam uma queda acentuada nas operações internacionais.
  • A chamada “postagem internacional” passou de 21,7% da receita em 2024 para apenas 8,8% em 2025, evidenciando a perda de peso desse segmento no faturamento da estatal.
  • Conhecida como "taxa das blusinhas" alterou regras de importação e abriu espaço para concorrentes privados na distribuição de encomendas internacionais.
Correios

As postagens internacionais passaram de 21,7% da receita em 2024 para apenas 8,8% em 2025, evidenciando a queda no faturamento da estatal.

As demonstrações financeiras dos Correios revelam uma queda acentuada nas operações internacionais. A chamada “postagem internacional” passou de 21,7% da receita em 2024 para apenas 8,8% em 2025, evidenciando a perda de peso desse segmento no faturamento da estatal. Os dados foram divulgados pelo Diário Oficial da União na sexta-feira (24).

Leia também: Correios precisam se reinventar para evitar novos prejuízos, diz economista

Taxa das blusinhas

Criado pelo Ministério da Fazenda em 2023, o programa Remessa Conforme é apontado como fator central do prejuízo. A iniciativa alterou regras de importação e abriu espaço para concorrentes privados na distribuição de encomendas internacionais.

A medida, popularmente conhecida como taxa das blusinhas, passou a aplicar imposto de importação de 20% sobre compras exteriores de até US$ 50, que antes eram isentas. Com a permissão para transportadoras privadas realizarem a entrega dessas mercadorias no país, a obrigatoriedade de distribuição pelos Correios foi encerrada.

A alteração teve impacto direto sobre as receitas da estatal. Um estudo interno elaborado no início de 2025 indicou que a empresa sofreu uma perda de faturamento de R$ 2,2 bilhões após a implementação da taxa.

Números operacionais

Além da queda de receita, os números operacionais mostram retração expressiva: o volume de objetos deslocados caiu de 149 milhões para 41 milhões nos nove primeiros meses de 2025. As receitas com pedidos internacionais caíram de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025.

A estatal admite enfrentar um “ciclo vicioso de prejuízos”, marcado por perda de clientes, redução de caixa e aumento de despesas financeiras e administrativas. Negociações com grandes clientes – responsáveis por mais da metade da receita – também se tornaram mais delicadas, ampliando a pressão sobre os resultados.

Leia também: Correios ampliam prejuízo para R$ 8,5 bilhões e acendem debate sobre futuro da estatal

Diante desse cenário, os Correios destacam a necessidade de reestruturação, com foco em liquidez, corte de custos e modernização das operações.

Prejuízo ainda maior

O aumento das despesas com precatórios levou ao bloqueio de receitas dos Correios como forma de garantir o pagamento a bancos credores. A medida está ligada a um contrato de empréstimo de R$ 1,8 bilhão firmado na gestão anterior, cuja cláusula acabou forçando a estatal a renegociar as condições do acordo, incluindo a aceitação de juros mais elevados.

Dados mostram que a empresa acumulou prejuízo de R$ 6,06 bilhões nos primeiros nove meses do ano, quase três vezes superior ao registrado no mesmo período de 2024, além de uma retração na receita líquida, que passou de R$ 14,1 bilhões para R$ 12,3 bilhões. Em 2024, a empresa registrou R$ 3,9 bilhões nesse segmento, valor já R$ 530 milhões inferior ao de 2023.

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