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O que se sabe sobre Cole Allen, atirador do jantar dos correspondentes em Washington

Publicado 26/04/2026 • 19:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca foi interrompido na noite de sábado depois que um homem armado, Cole Allen, invadiu um ponto de controle de segurança e entrou em confronto com agentes da lei.
  • O suspeito foi detido no local e deve ser formalmente acusado na segunda-feira. Um agente de segurança chegou a ser baleado, mas não sofreu ferimentos graves.
  • Todos os oficiais ligados ao governo Trump e legisladores foram evacuados com segurança, e não houve relatos de feridos entre os convidados.

Reprodução / Truth Social

O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca foi interrompido na noite de sábado depois que um homem armado, Cole Allen, invadiu um ponto de controle de segurança e acabou entrando em confronto com agentes da lei.

O suspeito foi detido no local e deve ser formalmente acusado na segunda-feira. Um agente de segurança chegou a ser atingido por um disparo, mas não teve ferimentos graves. Todos os oficiais ligados ao governo Trump e os parlamentares foram retirados com segurança, e não houve registro de feridos entre os convidados.

Após o incidente, o presidente Donald Trump (que participava de seu primeiro jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca como presidente) pediu que o evento fosse remarcado. Embora a cerimônia inicialmente ainda fosse ocorrer, ela acabou sendo cancelada porque o local foi classificado como cena de crime ativa. O que se sabe sobre Allen:

Possível alvo ligado ao governo Trump

O procurador-geral interino Todd Blanche afirmou, em entrevista ao programa “State of the Union”, da CNN, que o suspeito provavelmente tinha como alvo membros do governo.

“Parece que o suspeito estava mirando membros do governo”, disse Blanche, acrescentando que as autoridades ainda investigam a motivação. Segundo ele, ainda não está claro se havia alvos específicos, apenas que esse seria o foco geral do suspeito.

Viagem até Washington

De acordo com Blanche, Allen, de Torrance, na Califórnia, viajou de trem de Los Angeles para Chicago e depois de Chicago para Washington D.C.

Ele fez check-in no Washington Hilton, hotel onde o jantar estava sendo realizado, e chegou à cidade na sexta-feira.

As autoridades afirmam que ele não está colaborando com a investigação, e a maior parte das informações tem sido obtida por outros meios. Investigadores também já começaram a ouvir pessoas que o conheciam e analisar evidências coletadas.

Histórico profissional e acadêmico

Allen trabalhava como professor na C2 Education, empresa especializada em tutoria e preparação para testes, segundo seu perfil no LinkedIn.

Em nota à CNBC, a empresa disse estar “chocada ao saber do incidente horrível” e afirmou estar colaborando com as autoridades. Também destacou que “violência de qualquer tipo nunca é a resposta”.

O perfil de Allen indica que ele se formou no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em engenharia mecânica e possui mestrado em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia, em Dominguez Hills.

Carta com declarações e plano

Segundo informações obtidas pelo New York Post, Allen teria deixado uma carta detalhando seus planos.

No texto, ele afirma não estar “mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor coloque suas mãos criminosas sobre as minhas”, referindo-se a si mesmo como o “assassino federal amigável”.

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Ele também comenta que a segurança do evento e do Washington Hilton era mais fraca do que esperava, algo que, segundo relatos, também foi mencionado por participantes e autoridades.

Investigação e resposta das autoridades

Após o ataque, audiências de supervisão devem ser realizadas no Capitólio. Este seria o terceiro suposto atentado contra a vida de Trump desde 2024.

Um porta-voz do senador Chuck Grassley afirmou que o Serviço Secreto está organizando uma audiência bipartidária sobre protocolos de segurança relacionados ao evento.

Segundo o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, o irmão do suspeito entrou em contato com a polícia de New London, em Connecticut, após ter acesso às cartas. A partir disso, o Serviço Secreto foi acionado, tomando conhecimento do conteúdo entre 21h e 23h (horário do leste dos EUA) no sábado.

Situação anterior ao ataque

As autoridades afirmam que Allen não estava no radar dos órgãos de segurança antes do incidente.

“Não há qualquer indicação de que ele estivesse sendo monitorado”, disse Blanche no domingo.

Ele também afirmou que Allen teria comprado as duas armas de fogo usadas no ataque nos últimos dois anos e que também estava armado com facas.

Apesar das críticas sobre possíveis falhas de segurança, Blanche disse estar “extremamente confiante de que o Serviço Secreto fez seu trabalho”, destacando que o suspeito foi contido rapidamente ao chegar ao perímetro do evento.

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