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Tarifas do Trump

“Tarifa de 50% torna inviável manter exportações aos EUA”, diz presidente da Abraciclo

Publicado 16/07/2025 • 22:01 | Atualizado há 7 meses

KEY POINTS

  • Apesar do crescimento da produção e das vendas no primeiro semestre de 2025, a indústria brasileira de motocicletas acompanha com preocupação o cenário internacional.
  • O governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida que, segundo representantes do setor, poderá afetar diretamente as exportações e importações entre os dois países.

Apesar do crescimento da produção e das vendas no primeiro semestre de 2025, a indústria brasileira de motocicletas acompanha com preocupação o cenário internacional. O governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida que, segundo representantes do setor, poderá afetar diretamente as exportações e importações entre os dois países.

“Com a tarifa de 50% realmente fica muito inviável continuar com o volume que temos hoje”, afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo, entidade que representa os fabricantes de motocicletas, ciclomotores, motonetas e similares no Brasil, em entrevista ao Radar, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Bento destacou que os Estados Unidos são o terceiro maior destino das exportações brasileiras do setor, atrás apenas de Argentina e Colômbia. Segundo ele, o mercado americano é estratégico para manter a competitividade da produção nacional. Os fabricantes brasileiros exportam modelos específicos para os EUA, o que exige adequação tecnológica e de qualidade.

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Incerteza sobre aplicação da tarifa

De acordo com Bento, o setor ainda não recebeu informações oficiais sobre os critérios da nova tarifa. “Não temos parâmetros oficiais para cálculo, de como será a cobrança desses impostos, se será na origem ou no destino”, afirmou. A ausência de definições jurídicas e fiscais impede que as empresas façam análises de impacto mais detalhadas.

A Abraciclo também expressa preocupação com o efeito da tarifa sobre a importação de peças e componentes dos Estados Unidos. Bento mencionou ainda o risco de pressão sobre o câmbio, com efeitos mais amplos sobre toda a cadeia produtiva. Ele afirmou que há “um momento de apreensão e também de falta de informação” entre os associados da entidade.

A medida anunciada pelo presidente Donald Trump deve entrar em vigor em 1º de agosto, caso não haja acordo entre os dois governos. Por enquanto, a indústria brasileira mantém os contratos de exportação já firmados e aguarda os desdobramentos diplomáticos.

Projeções mantidas, mas investimentos podem ser afetados

Mesmo diante do cenário de incerteza, a Abraciclo mantém as projeções para o ano. A entidade estima uma produção de 1,8 milhão de unidades em 2025, com crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior. A previsão para exportações também foi mantida: entre 35 mil e 36 mil unidades, o que representa uma alta de 6%.

Segundo Bento, o volume exportado não é expressivo no total da produção, mas o mercado norte-americano é relevante para a estratégia de expansão internacional da indústria. “Nossa preocupação é que, apesar de não ser um volume expressivo, é um mercado importante para que a gente mantenha esse volume de exportação”, disse.

A possível imposição da tarifa, no entanto, pode comprometer planos futuros. “Com certeza, investimentos para linhas específicas de exportação serão afetados”, declarou o presidente da Abraciclo. A entidade segue em contato com o governo brasileiro e com empresas associadas, buscando informações que permitam avaliar os próximos passos do setor.

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