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Balanço de pagamentos sob ataque: déficit cresce e capital paciente some
Publicado 11/08/2025 • 19:15 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 11/08/2025 • 19:15 | Atualizado há 6 meses
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O balanço de pagamentos é o grande extrato do país com o resto do mundo. Ele registra todas as entradas e saídas de moeda estrangeira — exportações e importações, serviços, remessas de lucros, juros e investimentos. No seu núcleo está a conta-corrente, que indica se vivemos com o que ganhamos ou se precisamos buscar fora os recursos para fechar as contas.
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As transações correntes incluem a balança comercial de bens e serviços, rendas (juros, lucros e dividendos) e transferências correntes. Déficit significa que o país gasta mais dólares do que arrecada. Junho registrou o maior déficit em conta-corrente para o mês desde 2014: US$ 5,1 bilhões. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo chegou a US$ 73,1 bilhões — 3,42% do PIB, perto de duas vezes e meia o nível de um ano antes (US$ 28,9 bilhões ou 1,28% do PIB).

O Investimento Direto no País (IDP) é capital estrangeiro de longo prazo, aplicado na compra de ativos produtivos — fábricas, participação societária, infraestrutura. É capital “paciente”, que não foge na primeira turbulência. Por anos, o IDP cobriu o déficit das transações correntes com folga. Agora, o quadro se inverteu: foram US$ 2,8 bilhões em junho e US$ 67 bilhões em 12 meses, insuficientes para fechar a conta, deixando um buraco de US$ 6,1 bilhões.

Sem IDP suficiente, o país recorre a capitais de curto prazo — investimentos em carteira e crédito externo — que entram e saem rapidamente. Esse dinheiro é exigente: cobra prêmio alto, tolera pouco risco e, na primeira turbulência, vai embora. Isso deixa o câmbio vulnerável, encarece importados, pressiona a inflação e pode atrasar cortes na Selic, hoje em 15%. No balanço de pagamentos, “equilíbrio” é palavra frágil: depende de confiança, e esta se perde muito mais rápido do que se conquista.
Ao cenário de déficit elevado soma-se o tarifaço norte-americano, que amplia a incerteza e freia a entrada de investimentos produtivos. Os EUA respondem por cerca de um quarto do fluxo líquido de IDP no Brasil. Qualquer atrito comercial tem efeito direto sobre o financiamento das contas externas. Se a barreira durar e reduzir ainda mais o IDP, o buraco cresce, o câmbio sente, e a inflação importa a conta.
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