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Japão busca diálogo franco e rejeita acusações de ‘neomilitarismo’, diz ministro da Defesa
Publicado 31/05/2026 • 12:30 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 31/05/2026 • 12:30 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
“A porta do Japão para o diálogo está sempre aberta” à comunidade internacional, mesmo enquanto o país amplia seus gastos com defesa e revisa suas diretrizes para exportação de armamentos, afirmou o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi.
Durante o Diálogo Shangri-La do IISS, Koizumi declarou que Tóquio tem respeitado consistentemente o direito internacional e acrescentou que “o caminho do Japão como uma nação amante da paz tem sido valorizado pela região e pela comunidade internacional“.
“Esse fato não será abalado por alegações falsas, porque é um fato“, afirmou.
O ministro também rejeitou as acusações de que o Japão estaria adotando uma postura de “neomilitarismo“. “Nada poderia estar mais distante da verdade“, disse.
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Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o Ministério da Defesa da China pediu em 28 de maio que a comunidade internacional atuasse conjuntamente para conter o que chamou de “neomilitarismo japonês“.
O Japão adotou recentemente medidas para ampliar sua capacidade de defesa, incluindo o fim da proibição de exportações de armamentos letais e a discussão de mudanças no Artigo 9 da Constituição, que renuncia à guerra e à manutenção de forças armadas.
“Pensem nisso. Existe um país que possui um enorme arsenal de armas nucleares e bombardeiros estratégicos. O Japão não possui nenhuma dessas armas e, ainda assim, é rotulado como neomilitarista. Isso não é estranho?“, questionou Koizumi.
O ministro japonês também destacou a ausência de um representante chinês de nível ministerial no encontro. Koizumi afirmou estar “triste” por não ter conseguido se reunir com seu homólogo chinês, Dong Jun, durante o fórum.
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Segundo ele, diferenças de percepção e atritos entre países são naturais, mas a repetição de “acusações sem fundamento na ausência da outra parte” não contribui para a solução dos problemas.
Pequim enviou ao evento uma delegação de escalão inferior liderada pelo major-general Meng Xiangqing, da Universidade Nacional de Defesa do Exército de Libertação Popular, após Dong Jun faltar ao encontro pelo segundo ano consecutivo.
Mais cedo, durante o fórum, Meng havia criticado o Japão ao lembrar que 2026 marca o 80º aniversário da abertura do Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, responsável por julgar líderes japoneses por crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.
Em seu discurso, Koizumi também defendeu “confiança, transparência e diálogo” como pilares para preservar a paz e a segurança na região da Ásia-Pacífico. Segundo ele, a transparência é “a base para reduzir tensões e prevenir crises“.
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O ministro afirmou que o Japão continuará fortalecendo suas capacidades militares com um “alto nível de transparência“.
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Seguir no GoogleEle acrescentou que o reforço militar ocorre em resposta às novas formas de guerra que surgem ao redor do mundo, incluindo inteligência artificial, guerra cibernética e o uso de sistemas não tripulados. “Faremos os preparativos necessários com senso de responsabilidade“, afirmou.
Koizumi também disse que a China continua ampliando seus gastos militares em ritmo elevado e está “expandindo rapidamente suas capacidades militares em diversas áreas sem transparência suficiente“.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já havia afirmado, em novembro de 2022, que seus integrantes estavam preocupados com o rápido e pouco transparente fortalecimento militar chinês.
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Segundo Koizumi, essa situação gera preocupação tanto em Tóquio quanto na comunidade internacional.
O ministro acrescentou que o Japão considera essencial manter um “diálogo franco, contínuo e direto“, mesmo diante de temas difíceis. Ele reconheceu que os países possuem posições e visões diferentes. “Mas é exatamente por isso que precisamos dialogar“, afirmou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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