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Lindner: O estopim para a insatisfação de Alcolumbre com o governo
Publicado 25/06/2025 • 20:08 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 25/06/2025 • 20:08 | Atualizado há 10 meses
Antônio Cruz/ Agência Brasil.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado e do Congresso Nacional.
Tido como um aliado de primeira hora do Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu se aliar ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pautar ainda nesta quarta-feira (25) o projeto de decreto legislativo (PDL) 214/25 que susta o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sugerido pelo governo.
Inicialmente, o governo contava justamente com Alcolumbre para barrar a derrubada do decreto. O amapaense mantém boa relação com Lula e é responsável por indicações no primeiro escalão da gestão atual.
Em nota emitida às 19h57, ele confirmou que colocará o projeto em pauta ainda na sessão plenária desta quarta-feira (25).
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Alcolumbre, no entanto, também está incomodado com a demora na liberação das emendas parlamentares. Soma-se a isso o fato de o governo ter colocado a culpa no Congresso pela derrubada de vetos presidenciais a jabutis inseridos no projeto das eólicas offshore, em sessão do Congresso, na semana passada. Sem os vetos, a conta de luz deve aumentar.
De acordo com aliados de Alcolumbre, integrantes do governo, como o ministro Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, atuaram pela derrubada dos vetos. Publicamente, entretanto, o desgaste público ficou com o Legislativo e integrantes do governo negaram qualquer acordo. Procurados, assessores dos dois ministros não se manifestaram.
Mais cedo, na abertura da sessão do Senado, Alcolumbre fez um discurso para “defender” o Congresso. Segundo ele, não haverá aumento na conta de luz.
“O objetivo, lamentavelmente, parece ser um só: espalhar o pânico e a confusão entre os consumidores brasileiros, atribuindo ao Congresso Nacional a responsabilidade por um falso aumento da tarifa energética”, disse o presidente do Senado.
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