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Agentes de IA devem assumir tarefas financeiras hoje feitas por pessoas, diz Felipe Facchini, CEO da Stark Infra

Publicado 22/08/2026 • 13:34 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Pagamentos, conciliação e consulta de extratos estão entre as operações que devem ganhar maior automação com o avanço da inteligência artificial.
  • Avanço dessa tecnologia exigirá infraestrutura capaz de garantir segurança e escalabilidade para bancos, fintechs e empresas, segundo executivo.
  • Stark Infra levará à Febraban Tech novidades em core bancário, crédito, cartões e soluções de inteligência artificial integradas aos produtos.

Os agentes de inteligência artificial devem ganhar espaço na execução de tarefas financeiras hoje realizadas por pessoas, como pagamentos, conciliação e consulta de extratos, movimento que exigirá uma infraestrutura cada vez mais segura e escalável, segundo Felipe Facchini, CEO da Stark Infra. Em entrevista nesta sexta-feira (21) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que o tema deve estar entre os principais debates da Febraban Tech 2026, que acontece na próxima semana, em São Paulo.

Para Facchini, a inteligência artificial será protagonista das discussões do evento, especialmente pela evolução dos agentes capazes de executar atividades de forma autônoma. “Acho que o grande tema do momento é o agente de e-commerce. Então, é como agentes via IA vão fazer atividades que humanos fazem”, afirmou.

IA avança sobre tarefas financeiras

Entre as aplicações citadas pelo executivo estão operações que fazem parte da rotina financeira de empresas e consumidores. “Você vai ter agente fazendo pagamento, agente fazendo conciliação, vendo extrato”, exemplificou Facchini.

O avanço, porém, traz uma questão adicional: a capacidade tecnológica necessária para sustentar essas operações. “O grande desafio, que é o tema que está por trás disso, é qual é a infraestrutura necessária para que esses agentes consigam atuar”, explicou.

Segundo Facchini, a expansão dos agentes de IA estará diretamente associada a requisitos como segurança e escalabilidade. “Você vai ligar o tema do agente de IA com a infraestrutura necessária para que isso aconteça”, ressaltou.

Na Stark Infra, a inteligência artificial já aparece integrada a diferentes produtos. O executivo afirmou que a tecnologia é utilizada para obter ganhos de escala e produtividade, tanto na construção quanto nos testes das soluções oferecidas pela companhia.

A aplicação também busca gerar resultados para os clientes. “Um dos pilares é como a gente reduz a carga operacional do nosso cliente, como a gente faz o cliente ganhar eficiência operacional”, disse Facchini. Segundo ele, a tecnologia também é empregada para “tentar ajudar os nossos clientes a venderem mais”.

Novidades em crédito, cartões e core bancário

A Stark Infra, que fornece infraestrutura financeira para fintechs, bancos e varejistas, levará diferentes novidades à Febraban Tech. Entre elas está um ledger voltado à vertical de core bancário, desenvolvido para operar em escala global.

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“É um ledger que tem diversas funcionalidades, é um ledger de escala global”, afirmou Facchini. Além da solução, a empresa apresentará novidades em inteligência artificial e em suas verticais de infraestrutura para crédito e cartões.

A estratégia é integrar IA aos diferentes serviços. “Dentro da Stark Infra a gente tem a IA verticalizada em todos os produtos. Ela está embutida de alguma forma, mas a gente tem também algumas soluções específicas de IA que está levando”, explicou.

Infraestrutura sem legado

Facchini aponta a arquitetura tecnológica da companhia como um dos seus principais diferenciais. A infraestrutura foi construída integralmente com APIs, computação em nuvem e microsserviços, sem depender de sistemas legados.

“Eu não tenho um sistema legado. Eu nasci num sistema que já roda em real time”, afirmou. Segundo o executivo, essa característica permite à empresa promover alterações e incorporar novas tecnologias com maior velocidade.

Para Facchini, a combinação da arquitetura também facilita o crescimento da operação. “Essa combinação permite que a gente consiga escalar de forma muito rápida”, explicou, acrescentando que a estrutura possibilita à Stark Infra “se adaptar para novas tendências, novas tecnologias de forma rápida e segura”.

Infraestrutura deve ficar ‘invisível’

O grupo Stark existe há oito anos, enquanto a Stark Infra foi criada há três, e a estratégia para os próximos anos é ampliar sua presença por trás dos serviços financeiros oferecidos diretamente aos consumidores.

“A gente vislumbra ser a infraestrutura por trás das empresas, invisível”, afirmou Facchini. O objetivo é fazer com que a tecnologia funcione sem que o usuário precise perceber toda a estrutura necessária para concluir uma operação.

O executivo citou o Pix como exemplo. “Quando você quer fazer um Pix, que é uma das nossas grandes fortalezas, você simplesmente quer que esse Pix apareça e quer ter segurança”, explicou. A meta, segundo Facchini, é oferecer aos clientes a infraestrutura necessária para que possam disponibilizar “cada vez mais serviços financeiros em diferentes segmentos”.

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