Alcolumbre não dará andamento aos novos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O senador vai esperar a definição da própria Corte sobre os desdobramentos do caso envolvendo Daniel Vorcaro.
A pressão sobre Moraes aumentou significativamente após a divulgação de informações de um relatório da PF que aponta trocas de mensagens e encontros entre o magistrado e Vorcaro.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não pretende dar andamento, neste momento, aos novos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A tendência é que o senador aguarde uma definição da própria Corte sobre os desdobramentos do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A pressão sobre Moraes aumentou significativamente após a divulgação de informações de um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta trocas de mensagens e encontros entre o magistrado e Vorcaro.
Diante das revelações, deputados e senadores ligados ao bolsonarismo protocolaram novos pedidos para afastar o ministro.
Segundo a Folha de S. Paulo, Alcolumbre considera precipitado tomar uma decisão antes que o Supremo defina como tratará o episódio. Como presidente do Senado, cabe a ele decidir sobre o avanço de pedidos de impeachment contra ministros da Corte.
Mendonça leva caso ao plenário
No STF, o ministro André Mendonça determinou na terça-feira (1º) a retirada do sigilo do relatório da PF e encaminhou a discussão sobre uma eventual investigação envolvendo Moraes para análise do plenário.
O documento policial reúne registros de mensagens e aponta evidências de ao menos seis encontros entre Moraes e Vorcaro. O material integra as apurações relacionadas ao Banco Master.
O encaminhamento, porém, não significa que uma investigação contra Moraes já tenha sido aberta. O próximo passo dependerá de decisões dentro do Supremo e da análise dos elementos reunidos no caso.
Como presidente do STF, Edson Fachin tem papel central na definição dos próximos passos. Caberá a ele decidir se a questão será submetida ao plenário ou se terá outro encaminhamento diante da posição apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segungo o regimento interno do Supremo, o plenário é responsável pelo processamento e julgamento de integrantes da própria Corte. A PGR, por sua vez, participa da avaliação sobre a existência de elementos que justifiquem uma investigação criminal.
Mendonça defende que a discussão seja levada aos demais ministros mesmo diante da posição contrária da Procuradoria.
PGR defendeu arquivamento
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou pelo arquivamento da apuração relacionada à possível ligação entre Moraes e Vorcaro. A investigação teria buscado elementos para relacionar o ministro a eventuais irregularidades.
O nome do próprio procurador-geral também aparece no relatório da PF. De acordo com o documento, há referências a Gonet em conversas e registros envolvendo Vorcaro e pessoas próximas ao ex-banqueiro.
Apesar da manifestação da PGR, Mendonça encaminhou os autos para possível apreciação do plenário. Fachin deverá definir se acolhe a posição favorável ao arquivamento ou se leva a discussão aos demais ministros do Supremo.
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