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Alcolumbre tenta emplacar aliados nos Correios e Banco do Brasil
Publicado 05/07/2025 • 18:09 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 05/07/2025 • 18:09 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O cargo de presidente dos Correios está cobiçado. Nem 24h horas depois da saída de Fabiano Silva, pediu demissão na última sexta-feira (4). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenta emplacar aliados na estatal – e também no Banco do Brasil (BB). Alcolumbre já conversou sobre o assunto com Lula. Até agora, no entanto, ele resiste a substituir a presidente do BB, Tarciana Medeiros, que é bem avaliada no Palácio do Planalto.
O Estadão apurou que o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, também queria a troca de Fabiano Silva e, recentemente, teve uma áspera discussão com ele. O bate-boca começou quando Costa exigiu um plano de corte de gastos que incluía demissão de funcionários e enxugamento de agências no País. A situação ficou insustentável porque Silva, mais uma vez, discordou do chefe da Casa Civil.
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A empresa registrou prejuízo de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre deste ano e há tempos Silva vinha sendo pressionado a deixar o cargo. O rombo nos Correios e mudanças feitas por Silva na estatal, porém, contrariaram interesses de empresas de transportes e até mesmo do Congresso.
De acordo com a analista Julia Lindner, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Alcolumbre ainda tem um terceiro alvo: Alexandre Silveira, do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com pessoas próximas a Alcolumbre, o presidente do Senado pleiteia o comando do MME para alguém mais próximo a ele principalmente pelo interesse na eventual liberação da exploração de petróleo na margem equatorial, que passa pelo Amapá, seu Estado.
A carta de demissão de Silva foi entregue no Palácio do Planalto ao chefe do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O presidente está no Rio, onde participa da Cúpula do Brics. A dispensa somente será oficializada após reunião entre Lula e Silva, na próxima semana.
Os Correios encerraram 2024 com um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, valor quatro vezes maior do que o registrado no ano anterior, de R$ 597 milhões. Até então, o pior resultado da empresa havia sido em 2016, quando o rombo chegou a aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
Integrante do Grupo Prerrogativas, que reúne advogados ligados ao PT, Silva atribuiu o prejuízo da empresa, no ano passado, à taxação de compras internacionais. O imposto, de até US$ 50, criado para a importação de encomendas e conhecido como “taxa das blusinhas”, provocou consequências desastrosas para a estatal.
Desgastado e sob uma avalanche de críticas, Silva sempre disse que, somado a esse fator, o resultado dos Correios também sofria impacto, até hoje, da herança recebida do governo de Jair Bolsonaro.
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