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Alliança Saúde busca proteção na Justiça para evitar pressão de credores

Publicado 19/03/2026 • 19:23 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Empresa tenta barrar execuções diante de dívida de R$ 1,3 bilhão enquanto negocia em mediação empresarial com credores.
  • Grupo acusa Siemens de adotar medidas agressivas, incluindo retenção superior a R$ 10 milhões e bloqueio de fluxo financeiro.
  • Caso envolve risco de vencimento antecipado de R$ 1,1 bilhão em contratos e já há ação do Itaú para bloquear cerca de R$ 4 milhões.
A Alliança Saúde informou nesta quinta-feira (19) que entrou com um pedido de proteção judicial para suspender execuções de credores, em meio a uma dívida de R$ 1,3 bilhão e negociações em curso em câmara de mediação empresarial iniciadas na quarta-feira (18).

A Alliança Saúde informou nesta quinta-feira (19), que entrou com um pedido de proteção judicial para suspender execuções de credores, em meio a uma dívida de R$ 1,3 bilhão e negociações em curso em câmara de mediação empresarial iniciadas na quarta-feira (18).

Segundo a ação, a medida foi motivada por uma “conduta beligerante” da Siemens, uma das credoras, durante tratativas já em andamento.

O documento aponta que, após um acordo de crédito entre as partes, a Siemens teria realizado a retenção de mais de R$ 10 milhões em contas da companhia.

A Alliança, que controla marcas como Axial, CDB e Multilab, afirma que a credora também rompeu o contrato por notificação extrajudicial, aplicou juros retroativos por inadimplência e passou a ameaçar vencimento antecipado de dívidas e bloqueios patrimoniais.

Leia também: Isabella Tanure pede renúncia da presidência do conselho da Alliança Saúde

Por sua vez, a Siemens alega que as medidas decorrem de mudanças no controle societário e descumprimento contratual, argumento que é contestado pela empresa de diagnósticos.

Na ação, a Alliança sustenta que a estrutura adotada pela credora permite interferência direta no fluxo financeiro do grupo, afetando inclusive receitas operacionais essenciais.

Embora o pedido tenha sido motivado principalmente pelo conflito com a Siemens, a empresa solicita que a proteção judicial alcance todos os credores envolvidos na mediação, como forma de evitar uma corrida generalizada e eventual recuperação judicial.

Leia também: Credores tomam ações de Tanure na Light e na Alliança Saúde

O grupo também aponta risco de vencimento antecipado de contratos que somam R$ 1,1 bilhão, o que poderia comprometer integralmente suas operações.

Esse cenário, segundo a companhia, já começou a se materializar após o Itaú Unibanco ingressar com execução extrajudicial para bloquear cerca de R$ 4 milhões.

No início do mês, o fundo Tessai, gerido pela Geribá Investimentos, assumiu o controle da Alliança, substituindo o empresário Nelson Tanure.

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