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Alvo de sanção dos EUA por PCC foi denunciado por lavagem no caso Corinthians-Vai de Bet

Publicado 01/07/2026 • 19:12 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ministério Público aponta que a Victory Trading repassou R$ 200 mil à UJ Football Talent.
  • Investigação apura suspeitas de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro.
  • Tesouro americano diz que Shimada liderava núcleo paulista de rede que teria lavado mais de US$ 30 milhões.

Victor Shimada: sancionado por Trump por suposto elo com PCC

O brasileiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, foi denunciado por lavagem de dinheiro no caso Corinthians-Vai de Bet.

A investigação apura um suposto esquema de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro envolvendo o contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas.

Segundo o Ministério Público, a Victory Trading, empresa ligada a Shimada, colaborou para que parte dos valores desviados dos cofres do Corinthians fosse transferida à UJ Football Talent, apontada na apuração como integrante de uma rede de empresas fantasmas.

Entre 26 e 28 de março de 2024, de acordo com os investigadores, a empresa Wave transferiu R$ 13,6 milhões para a Victory. Depois, a Victory repassou R$ 200 mil à UJ Football Talent.

A investigação também afirma que selfies enviadas a instituições financeiras indicam que Shimada e o sócio da Wave estavam no mesmo local quando fizeram os registros.

Leia também: Departamento do Tesouro Americano bloqueia bens de empresários brasileiros nos EUA por ligação com PCC

Caso Corinthians-Vai de Bet

O contrato entre Corinthians e Vai de Bet, primeiro da gestão Augusto Melo, previa pagamento total de R$ 360 milhões. O acordo foi rescindido unilateralmente pela casa de apostas em junho de 2024.

Pelo contrato, 7% do valor líquido de cada parcela seriam destinados à intermediadora Rede Media Social Ltda. Isso representava R$ 700 mil por mês durante três anos, ou R$ 25,2 milhões ao fim do acordo.

A Rede Media Social aparece no contrato como intermediadora do negócio e tem CNPJ em nome de Alex Cassundé, ex-integrante da equipe de comunicação de Augusto Melo.

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A rescisão ocorreu depois de virem à tona repasses de parte da comissão da Rede Media Social à Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda., apontada como suposta empresa laranja. O CNPJ da Neoway está em nome de Edna Oliveira dos Santos, moradora de Peruíbe, no litoral de São Paulo.

A Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), concluiu que a Rede Media Social usou uma rede de empresas fantasmas para fazer R$ 1 milhão chegar à conta da UJ Football Talent Intermediação, apontada como braço do PCC. O Corinthians nega ter contrato com a empresa.

Leia também: Dólar fecha em alta com sanções dos EUA a empresários brasileiros ligados ao PCC

Sanções dos EUA

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

Shimada é apontado pelo Tesouro americano como líder do núcleo paulista da rede de lavagem de dinheiro e como elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

As autoridades americanas afirmam que ele teria lavado mais de US$ 30 milhões com uso de criptomoedas para enviar recursos dos Estados Unidos ao Brasil.

O Tesouro também diz que Shimada já cumpriu prisão domiciliar no Brasil em investigação relacionada à lavagem de recursos desviados de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.

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