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Após negociação com Lula, Alcolumbre garante cargos de direção no Banco do Brasil para aliados

Publicado 03/11/2026 • 13:48 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Davi Alcolumbre fechou acordo com Lula para indicar aliados políticos a diretorias estratégicas do Banco do Brasil.
  • O presidente do Senado queria inicialmente controlar toda a instituição, incluindo a substituição de Tarciana Medeiros.
  • Após resistência do governo, Alcolumbre recuou da exigência e aceitou diretorias em meio às negociações por apoio político no Congresso.
O presidente Lula (PT) com os novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.

O presidente Lula (PT) com os novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.

Reprodução Canal Gov.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), chegou a um acordo com o governo federal para indicar aliados políticos a diretorias do Banco do Brasil. O entendimento foi resultado de negociações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A articulação faz parte das tratativas entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado para ampliar o espaço político de Alcolumbre no governo. Em contrapartida, o Executivo busca garantir apoio parlamentar para a aprovação de propostas no Congresso Nacional.

Senador queria controle do banco

Inicialmente, Alcolumbre pretendia assumir o controle político de toda a instituição, incluindo a substituição da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. A proposta seguia o modelo conhecido nos bastidores políticos como “porteira fechada”, no qual um grupo passa a ter influência sobre a escolha dos principais dirigentes de um órgão.

O senador defendia que seus aliados deveriam ter participação equivalente à de outros grupos políticos em instituições federais, como a Caixa Econômica Federal. Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, Alcolumbre conseguiu assegurar diretorias do Banco do Brasil para seus apadrinhados após uma conversa com Lula.

Leia também: Após resultado do 2º turno, ala do PL admite negociar com Alcolumbre no Senado

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Resistência do governo levou a acordo

Antes do entendimento, o presidente do Senado havia rejeitado propostas do Executivo que ofereciam cargos considerados de menor relevância. O principal obstáculo nas negociações era a resistência do governo em retirar Tarciana Medeiros da presidência do banco.

Diante da posição do Planalto, Alcolumbre desistiu de reivindicar o comando integral da instituição e passou a negociar indicações para postos estratégicos na estrutura administrativa.

Acordo amplia espaço político no governo

Com o acerto, o senador conseguiu ampliar a participação de seu grupo em cargos federais sem provocar uma mudança na presidência do Banco do Brasil.

A negociação também está relacionada à busca do governo por maior sustentação política no Senado, especialmente na votação de matérias de interesse do Executivo.

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