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Bolsonaro reúne manifestantes por anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro
Publicado 16/03/2025 • 13:35 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 16/03/2025 • 13:35 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu milhares de manifestantes no Rio de Janeiro na manhã deste domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar do Estado, havia 400 mil pessoas presentes no local. A intenção do ex-presidente foi pedir a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O ato é o primeiro após a denúncia da PGR (Procuradoria Geral da União) por tentativa de golpe, e o quarto desde que ele deixou a Presidência da República. A manifestação reuniu lideranças políticas e apoiadores, com Bolsonaro defendendo a volta ao poder e criticando a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Inelegível até 2030 devido a condenações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, Bolsonaro mantém a pressão ao Congresso e ao STF para anular as penas.
Durante o evento, Bolsonaro destacou a importância da anistia para os envolvidos nos tumultos em Brasília, afirmando: “Temos que lutar pela anistia daqueles que nada fizeram de errado. Vamos garantir que esse projeto seja pautado e aprovado”, refutando qualquer envolvimento nos ataques.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez duras críticas ao governo Lula, com foco na inflação e no alto custo de vida. “Ninguém aguenta mais inflação, o arroz caro, o feijão caro, a gasolina cara, o ovo caro. E cadê a promessa de picanha barata? Se está tudo caro, volta Bolsonaro”, disparou Tarcísio, associando o atual cenário econômico à necessidade de um retorno de Bolsonaro ao poder.
Silas Malafaia, pastor e organizador do protesto, direcionou o discurso ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de abusos de autoridade e defendendo a anistia. “O ministro Alexandre de Moraes é um criminoso”, afirmou Malafaia, acusando-o de censura e de cerceamento de liberdade de expressão, e reiterando que Bolsonaro não tinha qualquer relação com a tentativa de golpe de Estado.
Entre os presentes também estavam o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado federal Nicolas Ferreira (PL), além dos governadores Jorginho Mello (PL – Santa Catarina) e Mauro Mendes (União Brasil – Mato Grosso), todos aliados políticos do ex-presidente.
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