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Boulos critica proposta de ajuste fiscal com cortes em programas sociais e diz que eleitor rejeitou ‘tesouraço’ nas urnas

Publicado 29/10/2026 • 13:15 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • Guilherme Boulos critica propostas de ajuste fiscal e cortes em programas sociais; ele afirma que essas medidas foram rejeitadas nas eleições.
  • O ministro associa a derrota de Flávio Bolsonaro à rejeição do chamado “tesouraço”, que previa reduzir até R$ 200 bilhões anuais em despesas públicas a partir de 2027.
  • Boulos defende o equilíbrio das contas públicas por meio da redução de privilégios, emendas parlamentares e benefícios fiscais, sem comprometer direitos dos trabalhadores e serviços essenciais.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou nesta quinta-feira (29) as propostas de ajuste fiscal que envolvem cortes em programas sociais. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa uma rejeição a medidas de redução de despesas que atinjam a população mais vulnerável.

Para Boulos, a condução da política econômica do governo deve considerar as propostas defendidas durante a campanha eleitoral. O ministro argumentou que medidas de contenção de gastos sociais contrariam a orientação escolhida pelos eleitores.

“Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição. O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular”, escreveu.

Leia também: Montagem da equipe econômica de Lula 4 tem disputa interna sobre controle de gastos e política de juros

Boulos associa debate fiscal à derrota de Flávio Bolsonaro

Na mesma publicação, o ministro relacionou a discussão sobre o ajuste das contas públicas ao resultado da disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). Boulos fez referência ao adversário de Lula e à sua ida aos Estados Unidos após a derrota eleitoral. Também utilizou a expressão “candidato da Faria Lima” para associá-lo à agenda econômica que, segundo sua avaliação, foi rejeitada nas urnas.

“O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!”, declarou.

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Proposta previa redução de até R$ 200 bilhões em despesas

O chamado “tesouraço”, mencionado pelo ministro, foi uma das propostas discutidas pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial. A medida previa a possibilidade de reduzir entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões por ano em despesas primárias do governo federal a partir de 2027.

O debate sobre o ajuste fiscal envolve a busca pelo equilíbrio entre receitas e despesas públicas.

Ministro defende cortes em privilégios para equilibrar contas

Antes da publicação nas redes sociais, Boulos já havia se manifestado sobre o assunto em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, na quarta-feira (28). Na ocasião, afirmou que o governo pode buscar o equilíbrio fiscal sem comprometer direitos sociais e serviços públicos considerados essenciais.

“Existem duas formas de você ajustar as contas. Uma delas é cortando no andar de cima em privilégios. Outra delas é cortando no lombo do trabalhador. A que foi vitoriosa nas urnas foi não cortar no lombo do trabalhador”, afirmou.

Entre as alternativas mencionadas pelo ministro estão a redução de despesas com emendas parlamentares e a revisão de benefícios fiscais.

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