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Brasil deve elevar exportações de etanol em 20% na safra 2026-27 impulsionado por recorde produtivo

Publicado 29/08/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O avanço é sustentado pela expectativa de produção recorde de cana-de-açúcar.
  • A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 40,68 milhões de m³ para o período.
  • Maior produção em 21 anos é resultado da expansão das usinas de milho, à recuperação dos canaviais após a seca de 2024 e a um menor mix direcionado ao açúcar.
Etanol

Foto: Pexels

As exportações brasileiras de etanol devem alcançar 1,535 milhão de m³ na safra de cana-de-açúcar 2026-27 (1º de abril a 31 de março), alta de 20% frente aos 1,28 milhão de m³ embarcados no ciclo anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e levantamento da Argus. O avanço é sustentado pela expectativa de produção recorde, com os maiores volumes concentrados no trimestre atual.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 40,68 milhões de m³ para o período, o maior patamar da série histórica de 21 anos. O resultado é atribuído à expansão das usinas de milho, à recuperação dos canaviais após a seca de 2024 e a um menor mix direcionado ao açúcar.

Leia também: Etanol recua 2,82% em agosto e consolida quarta queda mensal consecutiva

Janela de oportunidade e mercado internacional

O ritmo de embarques foi lento no início da safra, somando 168.742 m³ entre abril e junho, e 178.480 m³ em julho. Restam cerca de 1,18 milhão de m³ a serem escoados até março de 2027.

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O pico de movimentação ocorre entre julho e setembro, impulsionado por uma janela competitiva pontual frente aos Estados Unidos. Produtores fecharam cargas para Índia, Nigéria, Filipinas, Coreia do Sul e países europeus. Agências marítimas estimam embarques de até 220.000 m³ apenas em agosto, cenário que gerou filas nos portos do Sudeste em meio à chegada expressiva de gasolina importada.

Cenário de preços e riscos futuros

Após bater mínima em 28 de julho a R$ 2.513 m³ (base PVU em São Paulo equivalente a Ribeirão Preto) — menor patamar desde março de 2024 —, o etanol hidratado recuperou-se para R$ 2.743 m³ em 13 de agosto.

A competitividade brasileira deve perder força a partir de outubro ou novembro, quando o biocombustível dos Estados Unidos tende a baratear com a chegada do inverno no hemisfério norte. O movimento coincide com a aproximação da entressafra no Centro-Sul, período de alta nos preços domésticos, que também monitora possíveis impactos do El Niño na moagem.

Enquanto a curva da Bolsa brasileira precifica alta para o etanol hidratado brasileiro entre setembro de 2026 e janeiro de 2027, os futuros de Chicago apontam queda para o produto norte-americano até março de 2027. Em cenários mais conservadores, agentes de mercado estimam que as exportações brasileiras possam recuar para 1,4 milhão de m³ caso a oferta fique abaixo do previsto ou haja escassez de compradores externos.

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