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Etanol recua 2,82% em agosto e consolida quarta queda mensal consecutiva
Publicado 28/08/2026 • 10:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/08/2026 • 10:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Os preços dos combustíveis voltaram a recuar em agosto em todo o território nacional, consolidando o quarto mês consecutivo de baixa para os principais derivados de petróleo e biocombustíveis. O movimento, que alivia o bolso dos motoristas após o pico registrado em abril, foi impulsionado pelo desempenho robusto do setor sucroenergético e pela alta oferta no mercado interno.
O levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) aponta que o etanol liderou as retrações no período, com queda de 2,82% e média de R$ 4,13 por litro. A gasolina recuou 0,44%, passando para R$ 6,73, enquanto o diesel comum e o S-10 registraram reduções de 1,17% e 0,70%, cotados a R$ 6,75 e R$ 7,05, respectivamente.

Leia também: Conab reduz 1 milhão de toneladas da previsão de açúcar e eleva produção de etanol
A desvalorização do biocombustível reflete o momento da safra de cana-de-açúcar, com produção projetada em recorde de 705,2 milhões de toneladas pela Conab (avanço de 4,7%). As usinas reduziram a fabricação de açúcar em 2,9% para priorizar o setor energético, resultando em saltos de 9,7% no etanol de cana e de 17% na versão de milho.
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Siga o Times | CNBC“O atual ciclo de colheita e o forte direcionamento das usinas para a fabricação de biocombustíveis têm garantido uma oferta muito robusta de etanol, o que não apenas alivia o bolso do consumidor final como também consolida uma transição energética viável e limpa”, destaca Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade.
O Sudeste registrou a maior queda regional para o etanol (-3,16%), consolidando-se como a área mais competitiva do país com média de R$ 3,99 por litro. São Paulo manteve a liderança nacional com o biocombustível mais barato (R$ 3,80), enquanto Sergipe registrou a maior média (R$ 5,65). Na contramão, o Distrito Federal apresentou a maior alta para o etanol no país (+5,67%), fechando a R$ 4,47.
Para os combustíveis fósseis, a gasolina mais barata foi encontrada no Rio Grande do Sul (R$ 6,30), e a mais cara em Roraima (R$ 7,63). O estado nortista também concentrou os maiores custos de diesel comum (R$ 8,30) e S-10 (R$ 8,20), enquanto o Paraná registrou o diesel comum mais acessível (R$ 6,09) e os gaúchos lideraram no S-10 mais barato (R$ 6,29).
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