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Brasil mantém liderança global em açúcar, mas exportações caem em 2025
Publicado 15/01/2026 • 19:53 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 15/01/2026 • 19:53 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Reprodução Governo Federal
As exportações de açúcar registraram um avanço de 2,9% em dezembro de 2025, em relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo um total de 2,912 milhões de toneladas, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX).
Durante o mês, 2,469 milhões de toneladas de açúcar bruto e 443 mil toneladas de açúcar branco foram embarcadas, o que representa uma queda de 1% e um crescimento de 31,6%, respectivamente.
A China também se manteve como principal compradora do açúcar brasileiro com um total de 385 mil toneladas, representando 13,2% das exportações, seguida pela Arábia Saudita, com 324 mil toneladas, e pela Argélia, com 228 mil toneladas.
O valor médio do açúcar exportado em dezembro foi de US$ 374,55/ tonelada (cerca de R$ 2011,82), uma queda de 21,6% em relação ao mesmo mês de 2024 e o menor nível registrado desde novembro de 2021.
Por isso, a receita total das exportações da commodity caiu 19,4%, atingindo US$ 1,091 bilhão (cerca de R$ 5,86 bilhões) no mês.
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No acumulado de 2025, 33,774 milhões de toneladas foram embarcadas, o segundo maior volume já registrado, e atingiu um total de US$ 14,109 bilhões (cerca de R$ 75,58 bilhões) em receita.
Os valores registrado em 2025 são inferiores aos de 2024, com uma queda de 11,7% nas exportações e 24,2% em receita. Apesar de um menor desempenho, o Brasil segue como principal exportador global de açúcar.
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Além disso, em 2025, as exportações de açúcar branco e bruto recuaram 12% e 9,6%, representam um total de 29,469 milhões de toneladas e 4,305 milhões de toneladas, respectivamente.
O principal comprador do Brasil, no acumulado de janeiro a dezembro de 2025, foi a China, com uma parcela de 14% do total de exportações, o que representa 4,739 milhões de toneladas e um crescimento de 56,9% em relação a 2024.
Em seguida estão a Índia, com 2,628 milhões de toneladas (7,8%), uma queda de 21,6%, e a Argélia, com 2,121 milhões de toneladas (6,3%), recuo de 4,7%.
De acordo com a empresa DATAGRO, durante o ano de 2025, o desenvolvimento da infraestrutura e da logística dos portos permitiram que o Brasil ampliasse sua “capacidade de escoamento de açúcar”, o que possibilitou que os principais mercados de destino da commodity operassem “com níveis mais baixos de estoques”.
“Esse movimento reflete maior agilidade e previsibilidade na reposição via açúcar brasileiro, reduzindo a necessidade de manutenção de estoques elevados pelos importadores”, comunicou a empresa.
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