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Exportações brasileiras disparam 43,8% em janeiro e ampliam superávit da balança comercial

Publicado 13/01/2026 • 10:31 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • Exportações crescem 43,8% em janeiro e superávit chega a US$ 4,1 bilhões
  • Alta das exportações e queda das importações ampliam saldo da balança comercial
  • Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações em 2026

As exportações brasileiras cresceram 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, na comparação com a média diária de janeiro do ano passado, impulsionando o superávit da balança comercial para US$ 4,1 bilhões no mês.

Exportações aceleram e ampliam superávit

Na segunda semana de janeiro, a balança comercial registrou superávit de US$ 2 bilhões, com exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somam US$ 10 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 5,9 bilhões.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, a média diária das exportações chegou a US$ 1,66 bilhão até a segunda semana, bem acima da média de US$ 1,15 bilhão registrada em janeiro de 2025.

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Corrente de comércio cresce quase 20%

Com o avanço das exportações e a retração das importações, a corrente de comércio totalizou US$ 15,8 bilhões até a segunda semana de janeiro. A média diária foi de US$ 2,63 bilhões, alta de 19,6% em relação a janeiro do ano passado.

No mesmo período, as importações caíram 7%, com média diária de US$ 974,9 milhões. O saldo médio diário ficou positivo em US$ 685,6 milhões.

Setores puxam alta das exportações

O crescimento das exportações foi disseminado entre os principais setores. Na agropecuária, houve alta de 32,5%, com destaque para soja, milho e algodão. A indústria extrativa avançou 82,3%, impulsionada por minério de ferro, petróleo bruto e minérios de cobre.

Já a indústria de transformação registrou crescimento de 27%, com aumento nas vendas de carne bovina, óleos vegetais e ouro não monetário.

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Importações recuam em todos os segmentos

Do lado das compras externas, a queda das importações foi observada nos três grandes setores. A agropecuária recuou 26,2%, a indústria extrativa caiu 34,6% e a indústria de transformação teve retração de 4,6%.

A redução nas importações foi influenciada, principalmente, por menores compras de combustíveis, gás natural, carvão mineral, fertilizantes e autopeças, segundo o Ministério do Desenvolvimento Indústria Comércio e Serviços.

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