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Brasil pode acionar OMC contra tarifas dos EUA
Publicado 12/03/2025 • 16:40 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 12/03/2025 • 16:40 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O governo brasileiro anunciou, nesta quarta-feira (12), que está avaliando a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a decisão dos Estados Unidos de aumentar para 25% as tarifas sobre as importações de aço e alumínio provenientes de todos os países, incluindo o Brasil.
A medida, anunciada no mesmo dia, também implica o cancelamento das quotas de importação desses produtos, o que impacta diretamente as exportações brasileiras, que totalizaram US$ 3,2 bilhões em 2024.
Em uma nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) classificaram a decisão como “injustificável e equivocada”, afirmando que as tarifas prejudicam o comércio entre os dois países, que mantêm uma forte relação econômica de longa data.
Em 2024, os Estados Unidos registraram um superávit comercial de US$ 7 bilhões com o Brasil, especificamente em bens, conforme dados fornecidos pelo governo dos EUA.
O setor de aço, que tem uma relação de complementaridade entre os dois países, será particularmente afetado. O Brasil é o terceiro maior importador de carvão siderúrgico dos EUA e o maior exportador de aço semi-acabado para aquele país, com as exportações brasileiras representando 60% das importações de aço semi-acabado dos Estados Unidos.
Em resposta à medida, o governo brasileiro informou que buscará defender os interesses do setor privado, realizando reuniões nas próximas semanas para explorar alternativas e soluções, incluindo a análise da possibilidade de acionar a OMC. A ação será coordenada com o setor privado, com o objetivo de mitigar os efeitos negativos das novas tarifas e proteger os interesses do Brasil no comércio internacional.
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