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Brasil vira centro da aviação global e recebe CEOs para discutir inovação e sustentabilidade
Publicado 06/06/2026 • 12:50 | Atualizado há 28 minutos
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Publicado 06/06/2026 • 12:50 | Atualizado há 28 minutos
KEY POINTS
A indústria global da aviação desembarca no Rio de Janeiro neste fim de semana para um dos encontros mais relevantes do setor. Entre os dias 6 e 8 de junho, a cidade recebe a 82ª Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) e o World Air Transport Summit (WATS), evento que reúne executivos das maiores companhias aéreas do mundo, autoridades governamentais e especialistas da cadeia de transporte aéreo.
A escolha do Brasil para sediar o encontro reforça o peso crescente do país no mercado de aviação da América do Sul. Esta é a primeira vez em 27 anos que a reunião acontece na região. A última edição sul-americana foi realizada justamente no Rio de Janeiro, em 1999.
Organizado com apoio da LATAM Airlines Group, o evento deve reunir cerca de 1.500 participantes, incluindo CEOs de companhias aéreas, executivos do setor, representantes de governos e imprensa especializada.
Segundo dados apresentados pela IATA, a aviação já representa uma importante engrenagem da economia nacional.
Considerando companhias aéreas, aeroportos, serviços de navegação aérea e fabricantes, o setor emprega aproximadamente 246 mil pessoas e gera US$ 10,3 bilhões em atividade econômica, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Quando são incluídos os impactos indiretos, como turismo, cadeia de fornecedores e gastos dos trabalhadores, a contribuição econômica sobe para US$ 46,4 bilhões, o equivalente a 2,1% do PIB, sustentando cerca de 1,9 milhão de empregos.
O crescimento da demanda também chama atenção. Em 2025, o mercado aéreo brasileiro registrou avanço de 11,5% no número de passageiros em comparação com o ano anterior.
Pela primeira vez na história, os voos domésticos superaram a marca de 100 milhões de passageiros. Já o tráfego internacional avançou 17% na comparação anual e ficou acima dos níveis registrados antes da pandemia.
Para Willie Walsh, diretor-geral da IATA, o Brasil reúne características que podem ampliar sua relevância no setor aéreo global.
Entre os fatores apontados estão os investimentos em infraestrutura aeroportuária, o potencial turístico, a expansão das exportações e a capacidade de produzir combustível sustentável para aviação, conhecido pela sigla SAF (Sustainable Aviation Fuel).
O executivo afirma que a conectividade aérea tem potencial para impulsionar geração de empregos, comércio internacional e desenvolvimento econômico, mas destaca a necessidade de políticas públicas que estimulem novos investimentos e aumentem a competitividade do setor.
Além das discussões institucionais da assembleia, o World Air Transport Summit vai abordar alguns dos principais desafios enfrentados atualmente pela indústria aérea.
Entre os temas estão o uso da inteligência artificial pelas companhias aéreas, o impacto das disputas comerciais sobre o transporte de cargas, a segurança do espaço aéreo em um cenário de conflitos internacionais e o fortalecimento da produção de combustíveis sustentáveis.
Um dos debates mais aguardados será justamente sobre o papel do Brasil na produção de SAF, considerado um dos principais caminhos para reduzir as emissões de carbono da aviação.
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Seguir no GoogleEspecialistas, representantes do governo e executivos discutirão como transformar o potencial brasileiro em capacidade efetiva de produção para atender à crescente demanda global das companhias aéreas.
A programação também inclui um painel com líderes de companhias aéreas globais para discutir os desafios operacionais, econômicos e regulatórios do setor.
Entre os participantes confirmados estão executivos da TAP Air Portugal, Oman Air, Pegasus Airlines e do grupo Abra, controlador de empresas aéreas na América Latina.
Outro destaque será a apresentação das perspectivas para a indústria aérea mundial, com análises sobre crescimento da demanda, cenário econômico internacional, geopolítica e tendências para os próximos anos.
A cobertura do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC acompanha o evento diretamente do Rio de Janeiro e terá entrevistas exclusivas com líderes da indústria, incluindo o diretor-geral da IATA, Willie Walsh.
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