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Brasil zera imposto de importação sobre alimentos para combater aumento de preços
Publicado 13/03/2025 • 18:21 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 13/03/2025 • 18:21 | Atualizado há 2 anos
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Pixabay
Variação de preços seletiva dificulta comparação anual e transparência dos resultados.
O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (13) a decisão de zerar os impostos de importação sobre uma série de alimentos, com o objetivo de reduzir os preços internos e combater a inflação. A medida, aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), passa a valer a partir de amanhã, 14 de março.
Os alimentos que terão a alíquota de importação reduzida incluem carnes, café torrado e em grão, milho, azeite de oliva, óleo de girassol, açúcar, massas alimentícias, bolachas e biscoitos, e sardinha em conserva (limitada a 7,5 toneladas). Além disso, o governo aumentou a cota de importação de óleo de palma de 60 mil para 150 mil toneladas, mantendo a alíquota do imposto de 0%.
A medida visa aumentar a oferta de alimentos no mercado brasileiro, o que, segundo o governo, pode ajudar a reduzir os preços internos e, consequentemente, aliviar a pressão sobre os consumidores. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, destacou a aprovação unânime da medida e afirmou que o governo está “abrindo mão de impostos para favorecer a redução dos preços dos alimentos”, sem afetar a competitividade dos produtores nacionais.
A decisão surge em um momento em que o aumento dos preços dos alimentos tem sido apontado como uma das principais razões para a queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde janeiro, o governo busca alternativas para conter a inflação e melhorar a percepção da população sobre a economia, que tem refletido um crescimento mais modesto para o consumidor.
O governo ainda não especificou por quanto tempo a medida ficará em vigor, mas a expectativa é que ela ajude a amenizar os impactos do aumento dos preços nos próximos meses.
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