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Brazil Week: Brasil tem o que o mundo demanda, mas precisa avançar em regulação, diz Carlo Pereira
Publicado 13/05/2026 • 22:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/05/2026 • 22:03 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Brasil reúne elementos centrais para o novo ciclo da economia global, mas ainda precisa avançar em regulação e segurança jurídica para atrair mais capital estrangeiro, afirmou Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Durante a Brazil Week, em Nova York, Pereira disse que o país apareceu no centro das discussões sobre minerais críticos, terras raras, energia renovável, inteligência artificial, data centers e eleições.
“O país que está mais preparado para essas questões, esses desafios globais, sem dúvida nenhuma, é o Brasil”, afirmou.
Segundo Pereira, a Brazil Week funciona como uma vitrine para mostrar o país a investidores internacionais. Ele disse que a agenda em Nova York reflete debates que estão colocados tanto no Brasil quanto no mundo.
“O Brasil está no centro de todas as discussões globais”, disse. “Sem dúvida, procurando investidores internacionais, tentando mostrar o Brasil e o que ele é capaz.”
Leia também: Brazil Week: País tem o que o mundo precisa para o novo ciclo global, diz Nizan Guanaes
Na avaliação do Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o avanço de data centers no país depende de marcos regulatórios mais claros. Ele citou o ReData como uma das medidas aguardadas por empresas nacionais e internacionais.
“Quando a gente fala de data center, a gente sabe que tem necessidade de algumas regulações”, afirmou. “As empresas internacionais e nacionais também esperam algumas regulações, como, por exemplo, o ReData.”
Pereira disse que segurança energética voltou ao centro da agenda global, em meio às tensões no Oriente Médio e à pressão sobre o petróleo. Segundo ele, países buscam fontes próprias, acessíveis e localizadas de energia.
“A pauta mais importante no momento é, sem dúvida, segurança energética”, afirmou.
Nesse cenário, disse Pereira, o Brasil tem muito a oferecer por combinar energia abundante e relativamente barata com posição geopolítica considerada amigável.
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Siga o Times | CNBC“No rearranjo da economia global, da geopolítica global, o Brasil é um país ideal porque é um país amigo e tem energia abundante e barata”, disse.
O especialista afirmou que os Estados Unidos vêm retomando a energia nuclear e também olhando para fontes renováveis, como o etanol de milho. Para ele, o Brasil pode se beneficiar desse movimento por sua matriz energética e pela capacidade de atender a novas demandas industriais.
Sobre a percepção dos investidores estrangeiros, Pereira disse que o Brasil costuma ser visto de forma mais estável quando comparado a outros países em desenvolvimento.
“O que eu escuto muito de investidores estrangeiros é que a percepção é que, comparativamente, o país é bastante estável”, afirmou.
Ele reconheceu que o debate sobre insegurança jurídica é recorrente no Brasil, mas disse que, em termos comparativos, o país oferece estabilidade institucional relevante para quem busca alocar capital.
“O que os investidores pensam é, sem dúvida, que o país mantenha essa estabilidade institucional, seja onde for, direita, esquerda, mas que mantenha segurança jurídica”, disse.
Leia também: Brazil Week: PowerChina vê Brasil como aposta de longo prazo em energia e infraestrutura
Pereira também afirmou que o ambiente global exige pragmatismo dos governos, especialmente em um contexto de inflação, tensões geopolíticas e reorganização das cadeias produtivas.
Para ele, o Brasil tem condições de se posicionar melhor nesse cenário se conseguir preservar estabilidade, energia competitiva e clareza regulatória.
“O Brasil tem vários dos elementos necessários para o mundo de hoje: segurança energética, energia relativamente barata, segurança institucional bastante significativa, comparativamente”, afirmou. “É, sem dúvida, um país que tem o que o mundo demanda.”
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