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Banco Genial: entenda os casos que colocaram a instituição no radar das autoridades
Publicado 17/08/2026 • 04:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/08/2026 • 04:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Genial Investimentos
O Banco Genial passou a aparecer em diferentes processos e investigações envolvendo operações financeiras nos últimos anos. As situações têm naturezas distintas e envolvem desde uma decisão administrativa do Banco Central (BC) até apurações da Polícia Federal e da Justiça relacionadas a operações de câmbio, ativos virtuais e fundos de investimento.
O episódio mais recente é a decisão do BC, que aplicou três multas ao Genial, totalizando R$ 21,6 milhões. O processo também resultou na inabilitação de André Schwartz, CEO da instituição, por quatro anos.
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As penalidades estão relacionadas principalmente a operações realizadas entre novembro de 2020 e outubro de 2021. Ao todo, o processo analisou 2.038 operações de câmbio feitas para nove clientes, que movimentaram aproximadamente US$ 1,21 bilhão (cerca de R$ 6,5 bilhões).
A maior multa, de R$ 8,9 milhões, envolveu a avaliação da capacidade financeira dos clientes. Segundo o BC, o banco não teria demonstrado de forma adequada que os clientes tinham condições financeiras compatíveis com os valores movimentados. Entre as operações estavam transações relacionadas à aquisição de ativos virtuais no exterior.
A segunda multa, de R$ 8,4 milhões, envolveu comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Parte das acusações foi afastada durante o julgamento, mas o BC identificou dois casos em que as comunicações foram consideradas atrasadas.
Já a terceira penalidade, de R$ 4,2 milhões, está relacionada a falhas em políticas, procedimentos e controles internos de prevenção à lavagem de dinheiro.
Além de Schwartz, outros três diretores receberam multas que, somadas, chegam a R$ 1,4 milhão.
Leia também: Quem é André Schwartz, CEO do Banco Genial proibido de atuar no mercado financeiro por 4 anos
O nome do Genial também apareceu em investigações envolvendo operações de câmbio e ativos virtuais. Uma dessas apurações analisou transações que poderiam estar relacionadas a esquemas de lavagem de dinheiro e movimentação de recursos ligados ao crime organizado.
O banco afirmou que colaborou com as autoridades e que mantinha procedimentos para avaliar e monitorar seus clientes e operações.
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Siga o Times | CNBCÉ importante, porém, separar os processos administrativos do BC das investigações policiais. Uma punição aplicada pelo Banco Central não significa que o banco tenha sido condenado criminalmente.
Outro episódio envolve a Operação Carbono Oculto, que investigou um esquema relacionado ao setor de combustíveis e suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e atuação do crime organizado.
Estruturas ligadas à Genial Investimentos, incluindo fundos sob sua administração, apareceram nas apurações. Em 2025, a Genial anunciou a saída da administração de um dos fundos citados na investigação.
Em 2026, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP) determinou o bloqueio de R$ 176 milhões ligados ao grupo Genial em uma medida relacionada ao caso.
O Genial afirma que não é investigado na operação e que foi reconhecido como terceiro de boa-fé. A instituição também diz ter colaborado com as autoridades.
Assim, os episódios que colocaram o Genial no radar das autoridades são diferentes entre si: enquanto o processo do Banco Central resultou em multas e na inabilitação de um executivo, as demais situações estão relacionadas a investigações e estruturas financeiras citadas pelas autoridades.
“O Banco Genial esclarece que o processo administrativo refere-se predominantemente a operações de câmbio realizadas entre novembro de 2020 e outubro de 2021. A instituição discorda das conclusões do julgamento e permanece convicta dos fundamentos de sua defesa e da adequação dos controles e procedimentos adotados à época.
O resultado foi significativamente mais restrito do que o escopo original das acusações, com 21 absolvições. O Banco recorrerá da decisão nas instâncias competentes. A decisão não impôs qualquer restrição às operações da instituição, que seguem normalmente.
A Genial reafirma sua confiança em seu presidente, André Schwartz, executivo com longa e reconhecida trajetória no mercado financeiro, reputação consolidada e sem antecedentes sancionadores. A inabilitação será objeto de recurso, com pedido de efeito suspensivo.
Com mais de 15 anos de atuação no mercado financeiro, mais de 3 milhões de clientes e mais de R$ 280 bilhões em ativos sob custódia, a Genial permanece comprometida com a transparência, o cumprimento da regulamentação aplicável e o contínuo aprimoramento de sua estrutura de governança e controles internos.”
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