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Carrefour: ação tem forte alta em meio a pedido de desculpas após boicote à carne nacional
Publicado 26/11/2024 • 14:09 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 26/11/2024 • 14:09 | Atualizado há 1 ano
As ações do Carrefour no Brasil (CRFB3) seguem em alta no meio do pregão da B3. Às 13:54, os papéis da varejista subiam 5,96%, cotados em R$ 7,11. Na abertura do pregão, por volta de 10h25, a alta era de 2,68%, cotados a R$ 6.89. A alta ocorre pouco depois do grupo emitir uma nota de retratação por ter afirmado que a empresa não venderia carne sul-americana para a França.
Analistas afirmam que, por enquanto, o boicote poderá afetar apenas as ações da empresa, não respingado no setor. “Ontem a ação chegou a subir pouco mais de 1%, talvez na ideia de que a situação vá se resolver logo com a possibilidade de retratação do Carrefour”, avalia Sérgio Vale, economista chefe da MB Associados.
Entenda o caso
O boicote dos produtores brasileiros ao Carrefour começou na última sexta-feira (22), com estimativas indicando que mais de 100 lojas Carrefour, Atacadão e Sam’s Club no Brasil foram impactadas.
A resposta foi dada após declarações do CEO global do Carrefour na França vias redes sociais, para interromper as compras de carne da região do Mercosul, porque não estariam aderindo aos padrões franceses. No comunicado oficial, o executivo ainda afirmou que s carnes brasileiras “não atendem às exigências e normas” dos europeus.
A declaração do CEO global do Carrefour tem como pano de fundo o acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia previsto para ser implementado em 6 de dezembro, na próxima reunião do Mercosul. Este acordo gerou protestos em países da UE.
Ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, o ministro da Agricultura Carlos Fávaro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou o governo a defender a produção brasileira no embate com o Carrefour.
Em nota oficial, o Grupo Carrefour Brasil lamentou o impasse, reiterou sua estima pelo agronegócio brasileiro e afirmou que negocia uma saída. “Por isso, estamos em diálogo constante na busca de soluções que viabilizem a retomada do abastecimento de carne nas nossas lojas o mais rápido possível, respeitando os compromissos que temos com nossos mais de 130 mil colaboradores e com milhões de clientes em todo o Brasil”, disse a companhia.
No início da manhã, o Carrefour na França enviou nota, veja trecho:
Nunca quisemos opor a agricultura francesa à agricultura brasileira. França e Brasil são dois países que compartilham o amor pela terra, pelo cultivo e pela alimentação de qualidade.
Na França, o Carrefour é o primeiro parceiro da agricultura francesa: compramos quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades na França, e assim seguiremos fazendo. A decisão do Carrefour França não teve como objetivo mudar as regras de um mercado amplamente estruturado em suas cadeias de abastecimento locais, que segue as preferências regionais de nossos clientes. Com essa decisão, quisemos assegurar aos agricultores franceses, que estão atravessando uma grave crise, a perenidade do nosso apoio e das nossas compras locais.
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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