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Enxurrada de vídeos por IA atinge mais de 1 milhão de canais e pressiona YouTube
Publicado 21/01/2026 • 11:59 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 21/01/2026 • 11:59 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Anna Moneymaker / Getty Image
Neal Mohan, o CEO do YouTube, discursa durante um painel na Cúpula pela Democracia em 30/3/2023, em Washington, DC.
A IA passou a orientar as decisões do YouTube para 2026. A plataforma quer reduzir a circulação de conteúdos artificiais de baixa qualidade, conhecidos como AI slop, e reforçar a detecção de deepfakes, segundo afirmou o CEO Neal Mohan em carta anual divulgada nesta quarta-feira.
O avanço da IA acelerou a produção automática de vídeos em larga escala. No YouTube, isso elevou o volume de materiais repetitivos, genéricos e pouco informativos, criados com foco em alcance rápido. Esse movimento dificultou a identificação do que é real e do que foi gerado por sistemas artificiais, sobretudo em casos de deepfakes.
Para a empresa, o desafio envolve preservar a confiança de usuários, criadores e anunciantes em um ambiente dominado por recomendações algorítmicas.
Para conter o AI slop, o YouTube afirma que está ampliando sistemas usados no combate a spam e clickbait. Esses mecanismos passam a atuar com mais intensidade sobre conteúdos criados ou alterados por IA, reduzindo a distribuição de vídeos repetitivos e de baixa qualidade.
A plataforma exige que criadores informem quando utilizam ferramentas artificiais. Materiais sintéticos considerados nocivos são removidos quando violam as diretrizes. Em dezembro, o YouTube ampliou a tecnologia que identifica o uso indevido da imagem de criadores em deepfakes, com distribuição inicial para milhões de canais do programa de parcerias.
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Apesar do controle mais rígido, a IA segue integrada às ferramentas de criação. Em média, mais de 1 milhão de canais utilizaram recursos de produção assistida diariamente em dezembro.
O YouTube pretende ampliar essas funções, principalmente no Shorts, formato que concorre com TikTok e Meta. Entre as novidades previstas estão vídeos curtos criados com a própria imagem do criador, jogos gerados por texto e experimentações musicais.
Segundo Mohan, a IA deve apoiar a criatividade e a escala de produção, sem substituir o papel humano.
A gestão da IA é vista como fator decisivo para sustentar crescimento e monetização. O YouTube informou já ter repassado mais de US$ 100 bilhões a criadores, artistas e empresas de mídia desde 2021. Analistas estimam que, se fosse um negócio independente, a companhia poderia valer entre US$ 475 bilhões e US$ 550 bilhões.
Nesse ambiente, lidar com o impacto da IA passou a influenciar diretamente a credibilidade, a experiência do usuário e o equilíbrio do ecossistema de criadores.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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