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Almoço de Páscoa fica mais barato, mas inflação encarece pratos principais e alta pode continuar
Publicado 05/04/2026 • 15:23 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/04/2026 • 15:23 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A cesta de Páscoa ficou mais barata pelo segundo ano seguido. O conjunto de alimentos típicos registra queda de 5,73% em relação a 2025, segundo uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano passado, a redução anualizada comparada a 2024 havia sido de 6,77%. Contudo, as estrelas do almoço de feriado, como peixes e chocolates, encareceram.
A grupo que integra a cesta de Páscoa é composto por: arroz, batata, cebola, bombons, ovos de galinha, pescado fresco, bacalhau, atum, sardinha, azeite, azeitona, suco de frutas, vinho e bolo pronto. No acumulado de 2026, a cesta de Páscoa subiu 15,37%. O avanço ficou abaixo da inflação geral medida pelo IPCA, de 16,53%.
No período, a inflação geral ao consumidor avançou 3,18%. Mesmo assim, alguns itens tradicionais da cesta subiram acima desse nível. Bombons e chocolates tiveram alta de 16,71%. O bacalhau subiu 9,9%. sardinha em conserva avançou 8,84% e o atum, 6,41%.
Segundo André Galhardo, economista-chefe na Análise Econômica, não há contradição. Os preços podem cair no curto prazo e ainda assim permanecer altos em termos históricos:
“Por um lado, os preços dos alimentos caíram ao longo dos últimos meses. Por outro, é importante lembrar que mesmo com essa queda recente, os preços dos alimentos continuam muito altos. Isso porque a pandemia alterou o patamar dos preços de diversos alimentos”, avalia.
Enquanto alguns produtos encareceram, outros produtos puxaram a queda da cesta. O arroz recuou 26,11%. Os ovos caíram 14,56% e o azeite, 23,20%.
Entre os itens com menor variação, os pescados frescos subiram 1,74% e os vinhos, 0,73%.
Produtos industrializados apresentam maior defasagem no repasse de custos. Mesmo com a queda do preço do cacau no mercado internacional desde o fim de 2025, os chocolates continuaram mais caros ao consumidor. “Apesar dos últimos meses terem sido marcados por uma queda relevante nos preços do cacau no mercado internacional, essa queda se deu depois de um aumento muito significativo, um pico histórico”, explica Galhardo.
Segundo o especialista, o movimento observado deve persistir e não se limita a Páscoa. Os alimentos devem encarecer de forma geral devido aos impactos da guerra no Irã, que impacta o preço dos fertilizantes e dos combustíveis, com a alta de preços se espalhando pela cadeia inteira.

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