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Chefe da PF diz que envio de relatórios sobre Mendonça atendeu ordem de Moraes

Publicado 12/09/2026 • 12:19 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Andrei Rodrigues disse que os relatórios envolvendo André Mendonça foram enviados ao STF em cumprimento a uma determinação de Alexandre de Moraes.
  • O diretor-geral da PF negou monitoramento ilegal e afirmou que os documentos têm autoria institucional da corporação.
  • Moraes utilizou os relatórios para pedir investigação sobre a atuação de Mendonça nos casos Banco Master e INSS.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, durante audiência no Senado

Andressa Anholete/Agência Senado

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, afirmou ao STF que relatórios envolvendo André Mendonça foram enviados por determinação de Alexandre de Moraes.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que os relatórios de inteligência envolvendo o ministro André Mendonça foram encaminhados à Corte em cumprimento a uma determinação de Alexandre de Moraes.

Na manifestação apresentada ao STF, Andrei disse que sua atuação se limitou ao cumprimento de uma ordem judicial e negou que a PF tenha realizado monitoramento ilegal de Mendonça ou do advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo ele, os documentos não resultaram de vigilância, de coleta clandestina de dados ou de outra medida invasiva.

Os relatórios foram utilizados por Moraes em um pedido de investigação contra Mendonça, relacionado à condução dos casos Banco Master e INSS. Andrei também defendeu a regularidade dos documentos e afirmou que eles têm autoria institucional da Polícia Federal.

Leia também: Mendonça citou “arapongagem institucional”, monitoramento e risco às investigações para afastar cúpula da PF

Andrei nega monitoramento ilegal

Andrei sustentou que os relatórios analisavam fatos institucionais conhecidos pela equipe e que esse trabalho não poderia ser confundido com acompanhamento dirigido e contínuo de autoridades.

O diretor-geral também contestou a classificação dos documentos como “apócrifos”, usada por Mendonça. Segundo ele, os relatórios têm autoria institucional registrada nos sistemas da corporação, e a ausência dos nomes dos analistas está relacionada à proteção dos profissionais de inteligência.

A manifestação afirma ainda que a PF não promoveu o encaminhamento externo dos relatórios por iniciativa própria e que o envio ao Supremo ocorreu em cumprimento a ordem judicial.

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Mendonça questionou produção dos relatórios

Os documentos haviam sido citados por Mendonça ao determinar o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

Na decisão, Mendonça afirmou que relatórios produzidos pela inteligência da PF acompanharam sua atuação e sua relação com Jorge Messias entre 3 e 31 de agosto. O ministro classificou o episódio como “arapongagem institucional” e sustentou que teria ocorrido um monitoramento sistemático e ilegal.

Mendonça também questionou o uso de informações que os próprios documentos classificavam como de baixa confiabilidade e sem valor probatório. A decisão determinou, ainda, apurações sobre a produção dos relatórios.

Relatórios embasaram pedido de Moraes

Moraes usou os documentos ao pedir uma investigação sobre Mendonça por possíveis atos de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade relacionados à condução das investigações sobre o Banco Master e os descontos ilegais em benefícios do INSS.

A decisão de Mendonça afastou Andrei e Almada dos cargos, mas os efeitos foram suspensos no dia seguinte por Fachin, que também determinou que o diretor-geral da PF prestasse informações à Corte.

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