Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Reaproximação EUA-China acende alerta para soja e carne brasileiras
Publicado 15/05/2026 • 21:14 | Atualizado há 5 meses
Fim da novela: Paramount conclui a fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros. para formar a Skydance
Meta Muse impulsiona AMD à medida que o avanço da IA migra para agentes pessoais
Preços do diesel devem permanecer altos até 2027 nos EUA, enquanto refinarias lutam para atender à demanda, aponta Goldman Sachs
Trump diz que pagará anúncios de TV que o elogiam e foram financiados pelo governo
CEO da Nokia afirma que data centers seriam construídos “duas vezes mais rápido” sem restrições de fornecimento
Publicado 15/05/2026 • 21:14 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Freepik
O Brasil encerrou 2025 com o maior volume de soja exportada para a China em quatro anos: 85,4 milhões de toneladas do grão, equivalentes a 79% de tudo que o país embarcou no ano. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Esse era o pico de uma trajetória construída ao longo da guerra comercial entre Estados Unidos e China, quando Pequim vetou compras de agricultores americanos e passou a depender cada vez mais do Brasil. Agora, com a reaproximação entre as duas potências, esse espaço deve voltar a ser centro de disputa.
O compromisso chinês de comprar ao menos 25 milhões de toneladas de soja americana por ano entre 2026 e 2028 — costurado entre os países em novembro do ano passado — voltou ao centro da agenda durante a visita do presidente Donald Trump à China nesta semana.
O movimento já vinha se desenhando nos quatro primeiros meses deste ano, quando a demanda chinesa por soja americana já aparecia acima dos níveis de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de acordo com dados da American Farm Bureau Federation (AFBF) consultados pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A dimensão do que está em jogo para o Brasil fica mais clara quando olhamos os números da guerra comercial. De janeiro a agosto de 2025, as exportações americanas de soja para a China despencaram para 218 milhões de bushels, queda de 78% em relação aos 985 milhões embarcados no mesmo período do ano anterior, segundo a AFBF.
Foi nesse vácuo que o Brasil avançou. Em 2022, antes do aumento das tensões, a China respondia por 68% das exportações brasileiras de soja em grão. Em 2025, essa fatia havia saltado para 79%, de acordo com os dados da Abiove. Agora, com os EUA tentando recuperar espaço em Pequim, o mercado que o Brasil ocupou nos últimos anos volta ao centro da disputa.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“O governo americano busca expandir o comércio bilateral e retomar vendas de soja e carne, setores que apoiam o presidente”, avaliou Marcus Vinícius Freitas, professor de Relações Internacionais e especialista em China, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Para ele, Trump chega à mesa de negociação enfraquecido por questões internas e pelo conflito no Irã, e precisa de resultados comerciais concretos antes das eleições legislativas americanas. “Trump entendeu a mensagem de estabilidade e relembrou que foi o último presidente americano a visitar a China, há nove anos. Agora o governo americano busca expandir o comércio bilateral”, disse.
Na carne bovina, o risco já está se materializando, antes de qualquer efeito da reaproximação dos dois países. Em 2025, a China comprou cerca de 1,7 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, respondendo por 48% do total exportado pelo Brasil e US$ 8,90 bilhões em receita, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Em 2026, porém, Pequim impôs salvaguardas com tarifa de 55% sobre volumes acima da cota; para o Brasil, o limite estabelecido é de cerca de 1,1 milhão de toneladas — aproximadamente 35% abaixo do volume negociado no ano anterior.
Ao comentar a medida, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, disse que “não há mercado que substitua a China”. A entidade projeta queda de 10% nas exportações brasileiras de carne bovina em 2026.
O risco para o Brasil não é perder a China de uma vez, nem ser substituído integralmente pelos Estados Unidos. O ponto é que, depois de anos se beneficiando da distância entre Washington e Pequim, o agro brasileiro passa a lidar com uma China mais disposta a diversificar fornecedores e a usar seu peso de compra para negociar preços, cotas e concessões. Na soja, isso aparece no compromisso de recompor parte das compras americanas. Na carne, nas salvaguardas que limitam o avanço brasileiro no maior mercado do mundo. O espaço conquistado pelo Brasil continua grande, mas pode deixar de ser tão confortável.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Onda recorde da direita atropela adversários, conquista poder no Congresso e acende alerta no Supremo
2
Globo autoriza auditoria sobre relação de Luciano Huck com Daniel Vorcaro
3
Governo tenta aprovar fim da escala 6×1 no Senado nesta terça após avanço da oposição no 1º turno
4
Europa em alerta: o avanço de Flávio Bolsonaro, a sombra de Trump e a fragilidade do acordo UE-Mercosul
5
Lotofácil: concurso 3.797 tem prêmio de R$ 2 milhões; confira o resultado