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China pressiona EUA por fim das tarifas e tensão comercial volta ao radar
Publicado 23/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 23/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 3 meses
A China pediu nesta segunda-feira (23) que os Estados Unidos cancelem as tarifas unilaterais impostas pelo governo Donald Trump, após a Suprema Corte americana considerar ilegais parte relevante das medidas.
A decisão do tribunal, divulgada na sexta-feira, concluiu que o presidente não tem autoridade para impor tarifas com base em uma lei de 1977, usada para justificar taxas que impactaram o comércio global.
O movimento abriu um novo capítulo na disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, em um momento em que investidores monitoram sinais de escalada ou trégua.
Leia também: Brasil pode ser o maior beneficiado por nova tarifa global de Trump
Em resposta à decisão judicial, o Ministério do Comércio chinês afirmou que está realizando uma “ampla avaliação” dos impactos e cobrou a suspensão das tarifas.
“A China pede aos Estados Unidos que cancelem suas tarifas unilaterais contra seus parceiros comerciais”, disse o órgão em comunicado. Segundo o governo chinês, não há vencedores em uma guerra comercial, e medidas protecionistas tendem a prejudicar o crescimento global.
A reação de Washington, no entanto, foi na direção oposta. Trump anunciou inicialmente uma tarifa global de 10%, elevando posteriormente a alíquota para 15%, com base em outro instrumento legal.
As novas tarifas devem entrar em vigor na terça-feira (24) e permanecer por pelo menos 150 dias, com exceções para determinados produtos.
O governo chinês informou que acompanha de perto a possibilidade de extensão dessas medidas, o que pode prolongar a tensão comercial.
Leia também: Tarifa global de 15% imposta por Trump começa a vigorar na terça-feira
A decisão da Suprema Corte representa um revés relevante para a estratégia econômica de Trump, ao limitar o uso de tarifas como ferramenta unilateral de política comercial.
Mesmo assim, a resposta rápida do governo americano sinaliza que o conflito está longe de terminar. A possibilidade de novas medidas mantém o ambiente de incerteza elevado.
Outros países também passaram a reavaliar suas estratégias comerciais diante do novo cenário, acompanhando tanto o impacto da decisão judicial quanto as novas tarifas anunciadas.
O representante comercial dos Estados Unidos afirmou que acordos já firmados com parceiros como China e União Europeia permanecem válidos, indicando que a estrutura atual de negociações não será desmontada no curto prazo.
Para o mercado global, o episódio reforça um padrão que vem se consolidando. Decisões políticas e jurídicas seguem tendo impacto direto sobre comércio, inflação e cadeias produtivas.
E, no curto prazo, o cenário permanece marcado por volatilidade e incerteza, com investidores atentos aos próximos movimentos de Washington e Pequim.
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