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Brent vai a US$ 119; Citi diz que balança do Brasil ganha com a disparada, mas PIB é ameaçado

Publicado 31/03/2026 • 12:39 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Citi mantém previsão de crescimento do PIB brasileiro em 1,8% em 2026, mas reconhece risco maior de revisão para baixo
  • Alta do petróleo pode adicionar US$ 2,5 bilhões ao superávit comercial brasileiro, mas penaliza setores que consomem combustível
  • Banco projeta dólar a R$ 5,40 no fim de 2026 e inflação em 3,8%, com riscos de ciclo de corte de juros mais curto
Petroleira petróleo Brent

Foto: Freepik

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O choque do petróleo melhora os termos de troca do Brasil, mas representa um risco negativo para o crescimento econômico em 2026. A avaliação é do Citi, em relatório divulgado aos clientes nesta terça-feira (31), que incorpora o atual ambiente de preços elevados do petróleo ao cenário base do banco para a economia brasileira.

às 12h25 deste dia 31 de março, o Brent opera em alta de 6%, negociado na ICE, de Londres, a US$ 119 o barril. Se confirmado o preço, a variação do preço do petróleo em março será de 64%.

Segundo o banco americano, há uma contradição estrutural, pois o Brasil tem saldo positivo na balança de combustíveis de 1,2% do PIB, o que significa que preços mais altos do petróleo favorecem as contas externas. O Citi estima que uma alta de 35% no barril, de US$ 70 para US$ 95, mantida por três meses, acrescenta cerca de US$ 2,5 bilhões ao superávit comercial, o equivalente a 0,1% do PIB.

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Setor produtor pequeno demais

O problema está na composição da economia. O setor de petróleo representa menos de 3% do PIB brasileiro, enquanto os setores que consomem combustível como insumo são muito maiores. Pelo cálculo do Citi, o choque funciona como um adverso de oferta para o crescimento, penalizando uma fatia da economia proporcionalmente maior do que aquela que se beneficia da alta dos preços.

O banco mantém a projeção de crescimento do PIB em 1,8% para 2026, mas reconhece explicitamente que o risco é assimétrico, com viés de revisão para baixo. A extensão do impacto, segundo o Citi, dependerá da magnitude e da duração do choque, da reação da política fiscal para amortecer o custo e da resposta da política monetária.

Câmbio e inflação no radar

O Citi projeta depreciação moderada do real, com o dólar fechando 2026 em torno de R$ 5,40. O banco pondera que, embora os termos de troca mais favoráveis apoiem a moeda brasileira, o real também é sensível à aversão ao risco global, que tende a se elevar em períodos de tensão nos mercados de commodities e a fortalecer o dólar no índice DXY.

No campo da inflação, o cenário base do Citi considera um reajuste de 10% nos preços da gasolina no atacado, totalmente compensado por reduções de impostos ou subsídios, sem impacto líquido no IPCA. Com essa premissa, o banco mantém a estimativa de inflação para o fim de 2026 em 3,8%.

Defasagem e risco fiscal

O pano de fundo é delicado. Os preços da gasolina no atacado praticados pela Petrobras estão cerca de 60% abaixo da paridade internacional, enquanto o diesel acumula defasagem de 75%. O Citi calcula que cada alta de 10% no preço da gasolina no atacado adiciona aproximadamente 30 pontos-base ao IPCA.

Se o governo optar por eliminar completamente os tributos federais e estaduais sobre a gasolina para compensar um eventual reajuste, o custo fiscal seria de cerca de R$ 9 bilhões por mês, o equivalente a 1% do PIB anualizado. O banco já incorporou ao seu cenário base um resultado primário de -0,6% do PIB em 2026, com a dívida bruta encerrando o ano em 83,1% do PIB.

Ciclo de juros em xeque

O Citi avalia que o cenário ainda é compatível com novos cortes na taxa Selic, mas deixa claro que os riscos apontam para um ciclo de afrouxamento mais curto do que o previsto anteriormente.

A combinação de pressão inflacionária latente, incerteza fiscal e choque de oferta externo estreita a margem de manobra do Banco Central caso o ambiente de preços do petróleo se prolongue além do esperado.

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