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Com menor volume de água em dez anos, SP lança plano que prevê até 16 horas de restrição no abastecimento e rodízio em casos extremos
Publicado 24/10/2025 • 17:53 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 24/10/2025 • 17:53 | Atualizado há 8 meses
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Crise hídirca no estado de São Paulo
O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (24), um plano de contingenciamento que prevê restrição de até 16 horas no pressão nos encanamentos de distribuição de água na região metropolitana de São Paulo, além de medidas mais drásticas como o rodízio no abastecimento e uso do volume morto dos mananciais em casos extremos. O objetivo é combater a crise hídrica afeta o Estado.
O planejamento irá se pautar em 7 faixas de restrição, que serão ativadas a depender do avanço ou não do desabastecimento.
As 7 faixas de atuação representam etapas de criticidade e vão orientar as medidas de contingências que serão adotadas. Segundo o governo, as restrições só vão acontecer após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.
“O rodízio é uma medida de caráter excepcional e de impacto muito alto. Ele só será considerado quando todas as medidas anteriores se revelarem insuficientes para garantir a preservação dos reservatórios”, explicou o diretor-presidente da Arsesp.
A divulgação das medidas foi feita após o Sistema Cantareira registrar o nível mais baixo do reservatório dos últimos dez anos. A medição é realizada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e divulgada diariamente no site da companhia.
Atualmente, o nível de reservação hídrica está em 28,7%, o menor patamar desde a crise que afetou São Paulo entre 2014 e 2015. Com isso, o Estado está na faixa 3, com diminuição da pressão por 10 horas.
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Siga o Times | CNBCO Sistema Cantareira é o maior produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), utilizando 33 m³/s de água para abastecer aproximadamente 46% da população da região.
Ele é formado por cinco reservatórios — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro —, os quais estão conectados por túneis subterrâneos e canais.
Durante todo o ano de 2014 e 2015, as vazões afluentes ao sistema foram bem menores do que a média histórica registrada desde 1930, inclusive abaixo do pior ano da série, que até então havia sido 1953.
Em 2014, o Sistema Cantareira recebeu, em média, 23% da média histórica das afluências, e em 2015, 50%.
Com o agravamento da estiagem ocorrida em 2014 e 2015, foi autorizado o uso da reserva técnica do Sistema Cantareira, conhecida como “volume morto”, que soma cerca de 480 bilhões de litros de água, localizados abaixo das estruturas de operação dos reservatórios e acessíveis apenas por bombeamento.
A gestão do Sistema Cantareira é de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Apesar de o sistema estar localizado integralmente em território paulista, recebe água de uma bacia hidrográfica de gestão federal.
Conforme mostrou o Estadão, uma das razões do esgotamento do Sistema Cantareira é o desmatamento. A região possui 93.932 hectares de remanescentes de vegetação nativa — 35,5% do território —, de acordo com o governo estadual.
Se a água é o centro da crise, as árvores são uma espécie de “amortecedor climático” do ambiente urbano. A arborização reduz a temperatura, resultado da absorção de energia solar para a fotossíntese, purifica o ar — por meio da retenção de material particulado nas folhas e da absorção de determinados gases — e diminui o impacto das chuvas sobre o solo, reduzindo a velocidade das águas.
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