CNBC

CNBCLíderes do setor de tecnologia chegam à Casa Branca para almoço sobre IA com Trump

Comércio Exterior

Brasil corre para adaptar regras sanitárias e não perder o mercado europeu após novos bloqueios para a carne do país

Publicado 12/08/2026 • 10:50 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • As novas exigências sanitárias para a entrada de proteínas brasileiras na Noruega podem representar um risco maior para o Brasil caso sejam replicadas por outros mercados.
  • A avaliação é de Luciano Fracola, sócio da RioPort Assessoria, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
  • Segundo o especialista, o mercado norueguês representa apenas cerca de 1% do comércio internacional de proteínas brasileiras.

As novas exigências sanitárias para a entrada de proteínas brasileiras na Noruega podem representar um risco maior para o Brasil caso sejam replicadas por outros mercados. A avaliação é de Luciano Fracola, sócio da RioPort Assessoria, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo o especialista, o mercado norueguês representa apenas cerca de 1% do comércio internacional de proteínas brasileiras. O principal risco, portanto, estaria no chamado efeito dominó, caso outros países adotem exigências semelhantes às europeias.

A preocupação alcança não apenas a carne bovina, mas também outros produtos de origem animal, como frango, pescado e ovos.

Na avaliação de Fracola, a questão deve ser tratada principalmente como um problema sanitário e de rastreabilidade, e não como uma barreira comercial criada especificamente para restringir a entrada de produtos brasileiros. “Esse é o nosso maior problema hoje, que é a barreira sanitária. Eu não acredito que seja uma barreira não tributária, um boicote à carne brasileira, mas sim uma barreira sanitária que está sendo levantada”, afirmou.

Rastreabilidade vira ponto central

Para o especialista, o Brasil precisa aprimorar o controle sobre o uso de medicamentos, antibióticos e antimicrobianos na produção animal. A exigência dos mercados internacionais, segundo ele, tende a envolver não apenas a identificação do produto, mas informações sobre qual medicamento foi utilizado, em que quantidade, de que forma e sob responsabilidade de qual profissional.

Fracola defende que o Brasil avance nesse processo para evitar que exigências sanitárias se transformem em perda de competitividade para os produtores. “Nós temos dois caminhos. Nós temos o caminho realmente sanitário, que nós precisamos rever algumas situações sanitárias nossas, principalmente essa questão de controles do uso dos medicamentos, e a segunda é diplomacia. Nós não precisamos escolher entre um e outro, vamos nos dois barcos”, explicou.

O entrevistado também apontou a necessidade de participação do poder público, especialmente do Ministério da Agricultura, na organização dos mecanismos de rastreabilidade e certificação da produção animal.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Leia também: Noruega suspenderá importações de carne do Brasil em setembro após decisão da União Europeia

Diplomacia pode ganhar tempo

Com a proximidade do prazo citado para a entrada em vigor das novas exigências, Fracola avalia que o Brasil precisa atuar rapidamente para tentar evitar a interrupção ou redução das vendas.

Na visão do especialista, a negociação diplomática pode ajudar a ampliar o prazo para adequação, mas não substitui mudanças nos processos sanitários brasileiros.

“Eu acredito que pela diplomacia a gente vai conseguir estender um pouquinho esse prazo, mas nós precisamos nos mexer muito rápido, principalmente nessa questão da rastreabilidade junto com o Ministério da Agricultura”, afirmou.

O especialista também defendeu maior investimento do governo federal no Ministério da Agricultura e em estruturas relacionadas ao agronegócio. Para ele, a adequação às exigências internacionais será cada vez mais importante para preservar o acesso do Brasil aos mercados externos.

Leia mais: Questões políticas e de imagem podem prolongar restrição à carne brasileira, avalia Guilherme França

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Comércio Exterior