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Correios abrem seleção interna e avançam em plano de recuperação
Publicado 27/01/2026 • 07:36 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/01/2026 • 07:36 | Atualizado há 5 meses
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Divulgação/Correios
Os Correios deram início neste mês a um processo seletivo interno para formar um “banco de elegíveis” ao cargo de superintendente estadual em todo o país, iniciativa que integra o plano de recuperação financeira da estatal após a obtenção de um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.
A movimentação ocorre sob a gestão do novo presidente da empresa, Emmanoel Rondon, economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e funcionário de carreira do Banco do Brasil. Segundo a companhia, uma das prioridades da nova administração é reduzir interferências políticas na estrutura de comando, embora parte das diretorias seja ocupada por indicações partidárias.
Desde a abertura do processo seletivo, 2.245 empregados se inscreveram para integrar o cadastro de reserva, que poderá ser utilizado para preencher futuras vagas. O edital permite a participação de funcionários de diversas carreiras, de carteiros a administradores, e as inscrições se encerram nesta sexta-feira (30).
Leia também: Correios buscam mais R$ 8 bilhões para evitar nova crise
Além da reorganização administrativa, os Correios anunciaram medidas mais duras para enfrentar o desequilíbrio financeiro, incluindo o fechamento de até mil agências, a venda de imóveis e um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que pode atingir 15 mil funcionários até 2027.
Um diagnóstico realizado em 2025 revelou um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões por ano, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro. Sem ajustes, a projeção era de que o rombo pudesse alcançar R$ 23 bilhões neste ano.
Leia também: Crise dos Correios não é exclusividade do Brasil; veja o que ocorre em outros países
A estatal enfrenta desafios estruturais ligados à queda no volume de correspondências físicas, ao impacto da tributação sobre compras internacionais e à concorrência crescente com empresas privadas de logística e entregas expressas.
Para analistas, o sucesso do plano de recuperação dependerá da execução das medidas de enxugamento de custos, modernização operacional e profissionalização da gestão – fatores observados de perto pelo mercado por seu potencial impacto sobre as contas públicas e o risco fiscal.
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