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Crise no STF pode elevar risco jurídico e frear investimentos no Brasil, afirma economista
Publicado 11/09/2026 • 13:40 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 11/09/2026 • 13:40 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) pode aumentar a percepção de risco jurídico no Brasil e prejudicar decisões de investimento de médio e longo prazo, especialmente diante de processos e contratos que aguardam decisões da Corte. Na avaliação de César Bergo, economista e professor de mercado financeiro da Universidade de Brasília (UnB), o ambiente de incerteza pode afetar a confiança de investidores estrangeiros e elevar o custo de operação no país.
Segundo Bergo, o impacto imediato da crise sobre os mercados tende a ser limitado, mas os efeitos podem aparecer no médio e longo prazo. Para ele, a judicialização e a demora em decisões envolvendo contratos representam um risco para o ambiente de negócios.
“O grande risco que existe é a questão contratual. Nós temos visto grandes contratos, e não é essa questão do Banco Master, não. Tem vários contratos lá, vários processos parados no STF”, afirmou.
Na avaliação do economista, a indefinição pode afetar investimentos em setores que dependem de decisões judiciais, incluindo contratos relacionados a meio ambiente, recursos hídricos, energia, precatórios e fundos de garantia.
Bergo também avalia que a crise pode provocar maior volatilidade nos ativos financeiros. Segundo ele, a incerteza institucional se soma a movimentos na bolsa, no dólar e no ouro, dificultando a avaliação de risco pelos investidores.
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Para o economista, o impacto sobre o investidor estrangeiro pode ser especialmente relevante. Ele afirma que mantém contato com potenciais investidores na Europa e percebe uma postura mais cautelosa em relação à entrada de recursos no Brasil.
“Eles estão pisando no freio para trazer recursos para o Brasil. Exatamente por isso, porque nós temos alguns processos que estão dependendo de decisões do Supremo Tribunal Federal”, disse.
Bergo afirma que a demora na análise dos processos também gera custos para as empresas, que precisam manter equipes jurídicas para acompanhar processos enquanto aguardam uma definição.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação dele, esse movimento aumenta o custo de fazer negócios no país e pode elevar a chamada precificação de risco, indicador que influencia a percepção de retorno exigida pelos investidores.
“Hoje o custo do Brasil já é elevado. Isso só faz aumentar mais o custo, sem falar na precificação de risco, que aumenta também”, afirmou.
Apesar das incertezas institucionais, César considera que existem fatores econômicos capazes de sustentar o interesse pelos ativos brasileiros. Segundo ele, os preços de ações brasileiras estão defasados em relação aos pares internacionais, o que pode abrir oportunidades em alguns setores.
O economista também citou o cenário de inflação e juros como fatores relevantes para o mercado acionário. Na avaliação dele, uma eventual melhora das condições para a política monetária pode beneficiar setores como o varejo.
Outro fator apontado por Bergo é a entrada de capital estrangeiro. Segundo ele, mudanças nas perspectivas do cenário eleitoral também podem influenciar a decisão dos investidores internacionais.
Para o investidor pessoa física, Bergo recomenda separar o risco institucional dos fundamentos econômicos. Ele afirma que a renda fixa continua oferecendo remuneração elevada, enquanto a bolsa pode apresentar oportunidades para quem tem horizonte de médio e longo prazo.
O economista ressalta, porém, que a crise envolvendo o Banco Master pode gerar incertezas em determinados produtos do mercado de capitais, especialmente aqueles ligados ao crédito privado.
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