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PF evita André Mendonça e concentra diligências do caso ‘Dark Horse’ em Flávio Dino

Publicado 11/09/2026 • 14:30 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • PF concentrou em Flávio Dino os principais pedidos de diligências ligados ao caso Dark Horse.
  • André Mendonça, relator do inquérito sobre os repasses ao projeto, não recebeu solicitações investigativas relevantes da corporação no período citado.
  • A escolha teria sido estratégica e pode enfraquecer críticas de que Mendonça estaria atuando para proteger Flávio Bolsonaro.
Ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal

Crédito: Fellipe Sampaio/STF e Ton Molina/STF

Ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF); Mendonça contestou decisão de Dino que reconduziu a cúpula da Polícia Federal.

A Polícia Federal concentrou no gabinete do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), os principais pedidos de diligências relacionados às investigações envolvendo “Dark Horse” filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Embora André Mendonça seja o relator do inquérito que apura especificamente os repasses ao projeto Dark Horse, a corporação não apresentou a ele solicitações investigativas consideradas relevantes desde a abertura do procedimento.

Mendonça determinou a abertura do inquérito em 22 de julho para investigar transferências atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro destinadas ao projeto audiovisual. O procedimento tramita sob sigilo e inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os investigados.

O parlamentar é alvo de apuração por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, relacionadas às negociações para obtenção de patrocínio para a produção sobre o pai. Até o momento, porém, não há conclusão sobre a responsabilidade dos investigados.

Leia também: ‘Dark Horse’: André Mendonça autoriza investigação sobre Flávio Bolsonaro por financiamento de filme

Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, integrantes do STF e da Polícia Federal afirmam que, cerca de 50 dias após a abertura desse inquérito, a PF ainda não havia encaminhado ao gabinete de André Mendonça pedidos relevantes de novas medidas investigativas.

Pedidos foram direcionados à investigação paralela

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No mesmo período, a corporação apresentou solicitações a Flávio Dino, responsável por outra investigação no Supremo. Esse segundo procedimento apura suspeitas de uso irregular de emendas parlamentares para financiar o projeto cinematográfico.

Na quinta-feira, 10 de setembro, Dino autorizou uma operação de busca e apreensão solicitada pela Polícia Federal contra investigados ligados ao caso. Entre os alvos estavam Karina da Gama, responsável pela produtora envolvida no filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que atua como produtor executivo da obra.

De acordo com fontes da PF citadas na apuração, o direcionamento dos pedidos ao gabinete de Dino teria sido uma escolha estratégica da investigação. Integrantes da corporação relataram resistência em submeter determinadas medidas a Mendonça e avaliaram que parte das diligências poderia ser realizada no âmbito do procedimento conduzido por Dino.

Ausência de pedidos entra no debate sobre atuação de Mendonça

A falta de solicitações da Polícia Federal ao relator original também interfere nas discussões sobre a condução do caso no STF. Setores ligados ao governo haviam levantado questionamentos sobre uma possível atuação de Mendonça favorável a Flávio Bolsonaro.

Com a ausência de pedidos de diligências apresentados ao ministro, essa avaliação perde parte de sua sustentação, já que não houve decisões de Mendonça rejeitando medidas relevantes solicitadas pela PF nesse período.

Nos bastidores, a situação também teria levado o ministro a considerar a possibilidade de retirar o sigilo do inquérito. A eventual divulgação permitiria tornar públicas as movimentações processuais e os pedidos efetivamente encaminhados ao STF desde a abertura da investigação.

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