DECISÃO 2026: Lula diz que família Bolsonaro tem ligação com milícias; Flávio nega e promete classificar CV e PCC como terroristas; veja o dia dos candidatos ao Planalto
Publicado
18/09/2026 • 23:06
| Atualizado há 54 minutos
Lula afirmou, sem apresentar provas, que há integrantes da família Bolsonaro ligados a milicianos e disse que o caso Master deve “respingar” na reta final da eleição.
Flávio Bolsonaro negou ligação com milícias e reiterou a proposta de classificar esses grupos, o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Caiado voltou a criticar o reajuste do Bolsa Família, Zema e Cury atacaram a atuação do STF em debate e Renan relacionou integrantes do Centrão e da direita a Vorcaro.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações nesta sexta-feira (18) em torno de segurança pública, milícias e do caso Banco Master. Durante passagem pelo Rio de Janeiro, o presidente afirmou que há integrantes da família Bolsonaro ligados a milicianos. Flávio negou ter vínculos com esses grupos e respondeu reiterando que pretende classificá-los como organizações terroristas caso seja eleito.
Nos demais palanques, Ronaldo Caiado (PSD) manteve as críticas ao reajuste do Bolsa Família, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) concentraram ataques no STF, e Renan Santos (Missão) voltou a explorar as relações políticas atribuídas a Daniel Vorcaro.
Lula associa família Bolsonaro a milícias e volta ao caso Master
Lula começou o dia no Rio de Janeiro, onde cumpriu compromissos institucionais relacionados à segurança pública. Em entrevista à Rádio Tupi, feita fora da agenda inicialmente divulgada, o presidente elevou o tom contra Flávio ao falar sobre a atuação de grupos criminosos no estado.
“Tem um candidato a presidente que é ligado aos milicianos no Rio de Janeiro. Na hora que você começa a analisar a situação do Rio, você vai perceber que tem muita gente da família Bolsonaro metido com os milicianos”, afirmou Lula. O presidente não apresentou provas da acusação durante a entrevista.
Na mesma entrevista, Lula voltou ao caso Banco Master e afirmou que o episódio deverá ter impacto na reta final da campanha. O petista responsabilizou politicamente o governo Bolsonaro pela ascensão de Daniel Vorcaro no sistema financeiro e destacou que o ex-banqueiro foi preso durante sua própria gestão.
Depois dos compromissos no Rio, Lula seguiu para São Paulo e participou de um comício ao lado de Fernando Haddad em Guarulhos. No ato, voltou a relacionar o Banco Master ao governo Bolsonaro e afirmou que sua gestão foi responsável por fechar a instituição.
Flávio nega ligação com milícias e promete classificar grupos como terroristas
Flávio passou a sexta-feira em Brasília, dedicado a reuniões internas e gravações de campanha, sem compromissos públicos de campanha.
O senador, porém, reagiu à declaração de Lula e negou ter ligação com grupos milicianos. Ao responder ao Metrópoles, voltou a uma proposta já apresentada por sua campanha para a área de segurança pública.
“Vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas”, afirmou.
Caiado acusa Lula de tentar “comprar voto” com Bolsa Família
Ronaldo Caiado cumpriu agenda em São Paulo. Pela manhã, participou de uma sabatina da Gazeta do Povo e, depois, reuniu-se com integrantes do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
Na sabatina, o candidato voltou ao reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo um dia antes. Caiado argumentou que a proximidade da eleição torna a medida eleitoralmente questionável.
“Isso é brincar com a inteligência do brasileiro, isso é desrespeitar a inteligência do brasileiro, e achar que o cidadão, a 16 dias, pode mudar, e comprar o voto por mais R$ 90”, afirmou. A acusação de tentativa de compra de votos é de Caiado.
O governo afirma que o aumento corresponde à recomposição da inflação acumulada desde 2023. Nesta sexta-feira, Gilmar Mendes decidiu que o reajuste não afronta as restrições previstas na legislação eleitoral.
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Caiado também voltou a criticar Alexandre de Moraes e afirmou considerar incompatível com o cargo a atuação do ministro do STF. O candidato defendeu ainda a possibilidade de impeachment de integrantes da Corte sob suspeita e disse que pretende indicar quatro mulheres ao Supremo se eleito.
Zema chama STF de “balcão de negócios”
Romeu Zema começou o dia com uma entrevista à Rádio Itatiaia e, à noite, participou do debate promovido pelo Metrópoles, Inteligência Ltda. e G4 Educação, em São Paulo.
No encontro, Zema voltou a concentrar suas críticas no Supremo e relacionou o desgaste da Corte aos desdobramentos do caso Master.
“O que deveria ser o Tribunal que é referência, que dá bons exemplos, se transformou no Tribunal da corrupção, da bandidagem”, afirmou, ao dizer também que o STF teria virado um “balcão de negócios”.
Zema também voltou a criticar o reajuste do Bolsa Família e classificou a decisão do governo como uma medida populista. No debate, defendeu reformas no Judiciário e o afastamento de magistrados caso sejam comprovados atos de corrupção.
Renan volta a ligar Centrão e direita a Vorcaro
Renan Santos manteve a caravana pelo Rio Grande do Sul. O candidato passou por Gramado e, depois, seguiu para compromissos em Porto Alegre.
Durante a passagem pela Serra Gaúcha, Renan voltou a explorar eleitoralmente o caso Master e acusou políticos do Centrão e de setores da direita de manter relações com Daniel Vorcaro. Contatos ou relações com o ex-banqueiro, por si só, não representam comprovação de irregularidade.
“Direita ou esquerda, no Brasil, são apenas uma forma diferente de tomar teu dinheiro”, afirmou o candidato durante o ato.
Renan não participou do debate realizado em São Paulo. A campanha informou que o candidato enfrenta um problema na voz, com suspeita de faringite ou laringite, e recebeu orientação para evitar temporariamente entrevistas ou sabatinas longas. Ele manteve, porém, os compromissos de rua no Rio Grande do Sul.
Cury cobra rapidez no caso Master e volta a defender mudança no STF
Augusto Cury visitou pela manhã a sede do Google Brasil, em São Paulo, em uma agenda voltada a tecnologia e inteligência artificial. Na saída, voltou a comentar o impasse no Supremo e pediu que Flávio Dino devolva rapidamente o processo relacionado ao caso Master após o pedido de vista.
À noite, durante o debate, Cury criticou novamente a sessão realizada pelo STF nesta semana.
“O que aconteceu esses dias foi também quase que um teatro, e o Flávio Dino pediu vista, e mais uma vez nós vamos colocar debaixo do tapete os grandes problemas da nação”, afirmou.
O candidato voltou a defender uma reforma do Judiciário, com mandato de oito anos para integrantes do Supremo. Cury também criticou o reajuste do Bolsa Família e questionou o momento escolhido pelo governo para anunciar o aumento.
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