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McDonald’s vira ‘menu econômico’ para investidores após ação ficar mais barata
Publicado 18/09/2026 • 17:56 | Atualizado há 39 minutos
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KEY POINTS
Rupert Ganzer / Flickr
“Uma moeda de cinco centavos já não vale dez centavos”, dizia o falecido astro dos Yankees Yogi Berra, referindo-se à inflação persistente. Avance 50 anos e talvez seja possível dizer o mesmo dos menus econômicos das redes de fast food.
O McDonald’s anunciou nesta semana que está reformulando sua estratégia de preços nos Estados Unidos, depois de registrar seu crescimento de vendas mais lento em mais de um ano. A administração prepara um “plano de transição” de curto prazo baseado em itens temporários no cardápio, promoções digitais nacionais e ofertas personalizadas destinadas aos integrantes do programa de fidelidade.
Um verdadeiro retorno do “Dollar Menu” é praticamente impossível diante da inflação dos alimentos e da mão de obra, mas o McDonald’s não precisa necessariamente recriar os preços de 20 anos atrás. Os consumidores também já não são os mesmos, e a empresa precisa apenas recuperar a percepção de que os clientes recebem um bom valor pelo que pagam.
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Essa percepção claramente se deteriorou: a porcentagem de consumidores americanos que consideram o McDonald’s uma boa relação custo-benefício teria caído de cerca de 55% em 2020 para aproximadamente 40% em 2024, segundo um estudo recente do UBS.
Há muitas histórias sobre “refeições econômicas” com preços absurdamente elevados. Uma delas apontou uma unidade do McDonald’s na rodovia I-95, em Connecticut, ao norte de Nova York, perto de onde mora meu irmão, como símbolo da inflação no fast food. As vendas comparáveis cresceram apenas 0,8% no segundo trimestre, segundo a empresa, enquanto os gastos de famílias com renda inferior a US$ 40 mil (R$ 206 mil) recuaram 2,4%, de acordo com a empresa de dados de transações Numerator.
Embora o McDonald’s possa estar enfrentando dificuldades para convencer os consumidores de que seu cardápio ainda oferece bom custo-benefício, suas ações cada vez mais parecem oferecer valor. O papel está praticamente no mesmo nível de cinco anos atrás. O McDonald’s fechou perto de US$ 248,50 (R$ 1.279,78), ante aproximadamente US$ 242,50 (R$ 1.248,88) há cinco anos.
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O negócio por trás de cada ação, porém, melhorou. O número de ações em circulação diminuiu cerca de 5,25%, enquanto a receita projetada para 2026 supera US$ 28,2 bilhões (R$ 145,23 bilhões), acima dos US$ 23,2 bilhões (R$ 119,48 bilhões) registrados em 2021. O lucro líquido estimado subiu de US$ 7,5 bilhões (R$ 38,63 bilhões) para aproximadamente US$ 9,15 bilhões (R$ 47,12 bilhões), e o fluxo de caixa livre deve se aproximar de US$ 7,65 bilhões (R$ 39,40 bilhões).
O resultado é uma companhia com vendas, lucros e fluxo de caixa maiores e, como existem menos ações, cada papel fica com uma fatia maior. Um Quarter Pounder pode continuar pesando o mesmo, mas a participação de cada ação nas vendas é, na verdade, um pouco maior. Nesse caso, a “reduflação” funciona para o investidor.
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Siga o Times | CNBCO McDonald’s negocia a cerca de 19,2 vezes o lucro projetado, ante quase 25 vezes há cinco anos. O múltiplo futuro é o menor registrado pela companhia nos últimos dez anos.
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O McDonald’s não depende completamente da base da chamada economia em formato de “K”. Consumidores de renda mais alta também comem na rede — segundo relatos, o presidente Donald Trump gosta da marca. Consumidores que não estão frequentando restaurantes como Mastro’s ou Ruth’s Chris não estão necessariamente comendo em casa; muitos estão descendo alguns degraus na escala dos restaurantes, cenário em que a escala, a conveniência e o ecossistema digital do McDonald’s oferecem vantagens — mas apenas se eles acreditarem que estão recebendo uma refeição adequada por um preço justo.
A volatilidade implícita para três meses, próxima de 23,5%, é barata em comparação com a maioria das ações, mas o McDonald’s geralmente apresenta baixa volatilidade. A média da volatilidade implícita nos últimos dez anos está mais próxima de 19%. Assim, embora simplesmente comprar opções de compra possa não parecer caro à primeira vista, um spread provavelmente faz mais sentido considerando o comportamento histórico da ação.
Com o MCD perto de US$ 248,50 (R$ 1.279,78), considere vender uma opção de venda com vencimento em três meses e preço de exercício de US$ 230 (R$ 1.184,50) ou US$ 235 (R$ 1.210,25), utilizando os recursos para comprar um spread de opções de compra entre US$ 250 (R$ 1.287,50) e US$ 275 (R$ 1.416,25). Ajuste os preços de exercício para estabelecer a posição perto do “zero a zero”, sem débito nem crédito líquido.
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A operação expressa a visão de que a ação pode se recuperar em direção aos US$ 275 (R$ 1.416,25) à medida que as iniciativas de preços ganhem tração, ao mesmo tempo em que aceita a obrigação de comprar ações por um preço efetivo significativamente inferior ao fechamento atual – abaixo das mínimas dos últimos cinco anos.
A própria estrutura da operação apresenta uma espécie de “menu de valor”. Se você simplesmente comprasse a opção de compra com preço de exercício de US$ 250 (R$ 1.287,50), teria de pagar US$ 13,50 (R$ 69,53). Mas, ao vender tanto a opção de compra com exercício em US$ 270 (R$ 1.390,50) quanto a opção de venda com exercício em US$ 230 (R$ 1.184,50), o desembolso com prêmio cai para apenas US$ 2,12 (R$ 10,92). Naturalmente, a venda dessa opção de venda exigirá margem.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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