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Master pagou R$ 40 mi ao escritório de Viviane Barci e R$ 33 mi ao de advogada citada como “canal direto com STF” em 2024, diz PF

Publicado 17/09/2026 • 12:54 | Atualizado há 4 minutos

KEY POINTS

  • PF encontrou auditoria que aponta R$ 33 milhões pagos pelo Banco Master ao escritório de Dalide Corrêa em 2024.
  • Advogada aparece em conversas de diretores do banco associada à expressão “canal direto com o STF”.
  • Até agora, a PF não fez avaliação sobre a legalidade do contrato nem realizou diligências específicas sobre a prestação dos serviços.

Ricardo Stuckert e Reprodução/Instagram

Dalide Corrêa e Viviane Barci de Moraes; auditoria encontrada pela PF apontou pagamentos milionários do Banco Master aos escritórios das duas advogadas em 2024.

A Polícia Federal encontrou documentos de uma auditoria interna encomendada pelo BRB que apontam pagamentos de R$ 33 milhões, em 2024, pelo Banco Master ao escritório da advogada Dalide Corrêa.

A advogada também aparece em conversas entre diretores do Master como um “canal direto com o STF”. Até agora, porém, a PF não produziu avaliação sobre a legalidade do contrato nem realizou diligências específicas sobre a prestação dos serviços.

A auditoria também menciona R$ 40 milhões pagos naquele ano ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e chamou a atenção para os valores destinados a escritórios de advocacia. As informações constam de documentos obtidos pelo Estadão.

Dalide afirmou, em nota, que “jamais atuou para o Master no Supremo Tribunal Federal nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco”.

Leia também: STF forma maioria provisória por análise separada de casos envolvendo Moraes e Mendonça antes de pedido de vista; veja como votaram os ministros

Auditoria chamou atenção para valores

O documento foi produzido para analisar a operação envolvendo o BRB e o Banco Master. Entre os pontos destacados estavam as despesas do Master com escritórios de advocacia.

A auditoria afirmou que seria necessário entender qual era o patamar habitual desse tipo de gasto para avaliar seu impacto no modelo financeiro. Segundo o documento, a administração não havia apresentado uma referência sobre valores usuais.

Os documentos foram encontrados pela PF entre materiais apreendidos com dirigentes do BRB e continuam sob análise.

A reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC não conseguiu contato com os escritórios até o fechamento da matéria.

“Canal direto com o STF”

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Além do contrato, o nome de Dalide aparece em diálogos de diretores do Master obtidos pela Polícia Federal.

Em uma das conversas, o diretor financeiro Ângelo Ribeiro orientou Alberto Félix, superintendente executivo de Tesouraria, a realizar o pagamento ao escritório sob o argumento de que se tratava de um “canal direto com o STF”. Os diálogos não explicam o significado da expressão.

Não foram encontradas, nessas conversas, menções ao ministro Gilmar Mendes nem a outro integrante do Supremo. O contrato também não foi alvo de medidas específicas na Operação Compliance Zero.

Quem é Dalide Corrêa

Dalide Corrêa já foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), instituição fundada por Gilmar Mendes.

Ela deixou o instituto em 2017, após desentendimentos na gestão. Segundo interlocutores ouvidos pelo Estadão, Gilmar se afastou da advogada depois da saída dela do IDP e não mantém relação de proximidade.

Nas eleições de 2022, Dalide apareceu como suplente de João Campos, então candidato do Republicanos ao Senado por Goiás, mas não foi eleita.

Escritório de Viviane Barci recebeu R$ 40 milhões em 2024

A mesma auditoria que apontou os pagamentos ao escritório de Dalide Corrêa também registrou R$ 40 milhões pagos, em 2024, ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

O escritório mantinha contrato com o Banco Master que previa pagamentos de cerca de R$ 131 milhões ao longo de três anos. O acordo e os serviços prestados pela banca já foram alvo de outras apurações relacionadas ao banco.

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