DECISÃO 2026: Lula diz que Moraes e Mendonça “têm que pagar” se culpados e Flávio acusa Dino de “interferência política”; veja o dia dos candidatos ao Planalto
Publicado
10/09/2026 • 23:27
| Atualizado há 1 hora
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser responsabilizados caso tenham cometido irregularidades no caso Master e elogiou a atuação de Edson Fachin diante da crise no STF.
Flávio Bolsonaro (PL) acusou Flávio Dino de “interferência política” após operação da Polícia Federal relacionada ao filme “Dark Horse” e voltou a criticar a atuação do Supremo durante agenda em Roraima.
Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) também colocaram a crise no STF e o caso Master no centro de suas declarações; Ronaldo Caiado (PSD) cancelou a agenda após ser internado com faringite aguda.
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os desdobramentos das investigações do caso Banco Master voltaram a fazer parte das declarações dos candidatos à Presidência nesta quinta-feira (10).
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a responsabilização de ministros do STF caso irregularidades sejam comprovadas e disse que Edson Fachin começou a colocar ordem na Corte. Flávio Bolsonaro (PL), em campanha em Roraima, acusou o ministro Flávio Dino de tentar interferir nas eleições por meio de uma operação da Polícia Federal relacionada ao filme “Dark Horse”.
Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) também se manifestaram sobre a crise no Supremo ou sobre o caso Master durante os compromissos eleitorais do dia.
Lula defende punição se irregularidades forem comprovadas no STF
Lula não teve agenda pública de campanha prevista nesta quinta-feira e cumpriu compromissos institucionais em Brasília.
Em entrevista ao SBT, porém, o candidato à reeleição voltou a tratar da crise no Supremo e das investigações relacionadas ao Banco Master.
Lula afirmou que eventuais irregularidades envolvendo integrantes da Corte precisam ser investigadas independentemente de quem seja o ministro citado.
Ao comentar a atuação do presidente do STF, afirmou que Fachin colocou “um pouco de ordem na casa” depois das decisões conflitantes que envolveram Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino nos últimos dias.
O petista também defendeu a responsabilização de Moraes e Mendonça caso as suspeitas contra eles sejam confirmadas.
“Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar”, afirmou. Lula acrescentou que todos devem estar sujeitos ao cumprimento da Constituição.
O presidente voltou a criticar o que classifica como “vazamentos seletivos” das investigações e defendeu que as apurações sobre o Banco Master sejam conduzidas com transparência. Segundo Lula, informações divulgadas de maneira fragmentada podem ter impacto político durante a campanha.
Lula também passou a defender uma discussão sobre mudanças no modelo de permanência dos ministros no Supremo.
“Hoje acho que é preciso a gente discutir um mandato para a Suprema Corte”, afirmou.
Flávio acusa Dino de interferência política e volta a atacar STF
Flávio Bolsonaro concentrou a agenda eleitoral em Boa Vista, onde participou de uma motocarreata entre o aeroporto e a Praça Germano Sampaio e, depois, de um comício em trio elétrico.
Durante a passagem por Roraima, o candidato reagiu à operação da Polícia Federal autorizada por Flávio Dino para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares envolvendo entidades ligadas à produção de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O candidato negou irregularidades no financiamento da produção.
“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo do dinheiro público”, afirmou durante a agenda em Boa Vista.
Flávio classificou a operação como uma tentativa de “interferência política” de Dino na eleição e voltou a associar a crise no Supremo à disputa presidencial.
O senador também intensificou os ataques à atuação de integrantes da Corte e afirmou que Lula estaria se beneficiando politicamente das decisões do tribunal.
“O Lula já abandonou a campanha política. Ele agora tá contando com os seus amigos no Supremo para tentar levar no tapetão”, disse.
Flávio defendeu ainda que Fachin convoque uma sessão pública para tratar da crise no STF. O presidente da Corte marcou para terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar o relatório da Polícia Federal que cita Moraes em diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o documento.
Caiado é internado e cancela compromissos
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Ronaldo Caiado cancelou a agenda pública desta quinta-feira depois de ser internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratamento de uma faringite aguda.
Segundo boletim médico divulgado pela campanha, o candidato recebe medicação intravenosa com o objetivo de acelerar a recuperação e permitir a retomada dos compromissos eleitorais.
Caiado tinha prevista uma visita ao Centro de Inteligência, Comunicação e Monitoramento da Guarda Civil Municipal de Vinhedo e uma sabatina no podcast Inteligência Ltda. Os dois compromissos foram cancelados.
Zema diz que Fachin colocou “ordem” no STF
Romeu Zema passou o dia em campanha no Ceará ao lado de seu candidato a vice, Eduardo Girão.
O candidato participou de entrevista em Juazeiro do Norte, visitou o Santuário do Padre Cícero e passou por Crato antes de seguir para Fortaleza, onde teve compromissos no Instituto Primeira Infância e no Mercado Central.
Durante entrevista à rádio O Povo CBN Cariri, Zema elogiou a intervenção de Fachin na crise do STF e voltou a atacar integrantes da Corte por causa das investigações do Banco Master.
“A casa precisava de ordem. O que estava acontecendo ali era uma bagunça, uma anarquia”, afirmou.
Zema disse que o caso envolvendo Daniel Vorcaro deve ser investigado e defendeu punições caso sejam comprovadas irregularidades atribuídas a ministros.
O candidato também convocou apoiadores para uma manifestação em Brasília na próxima terça-feira, quando o plenário do STF deve discutir o relatório da PF que cita Moraes.
Renan diz que STF vive guerra entre “facções”
Renan Santos participou pela manhã do encontro “Diálogo com Presidenciáveis”, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.
Após o evento, o candidato voltou a direcionar críticas ao Supremo e afirmou que o embate atual dentro da Corte deixou de ser uma discussão jurídica e passou a representar uma disputa de poder.
Renan disse enxergar duas correntes políticas em confronto dentro do tribunal, uma que classificou como ligada ao petismo e outra ao bolsonarismo.
“Isso não é sobre direito mais, isso é só sobre Poder”, afirmou.
A campanha de Renan também pediu nesta quinta-feira ao STF a retirada do sigilo do inquérito das fake news e de processos relacionados à investigação sobre fraudes no INSS. No encontro com empresários, Renan também apresentou propostas econômicas e defendeu que um eventual governo comece ainda durante a transição com medidas de ajuste fiscal.
Cury pede investigação de Moraes “até as últimas consequências”
Augusto Cury participou de uma agenda na Genial Investimentos, na Avenida Faria Lima, em São Paulo. O encontro foi fechado à imprensa.
Durante a passagem pela instituição, o candidato também colocou o caso Master e a crise do STF entre os principais temas de suas declarações.
Cury defendeu que as suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes sejam investigadas e disse que nenhuma autoridade deve ser poupada por causa do cargo que ocupa.
“Todos devem ser investigados, doa a quem doer, porque o Brasil precisa ser passado a limpo”, afirmou.
O candidato classificou o caso Master como uma “vergonha” e defendeu rapidez nas apurações. Também afirmou que, caso irregularidades de Moraes sejam comprovadas, considera que o ministro deve sofrer processo de impeachment.
Cury voltou ainda a defender mudanças na forma de escolha dos ministros do Supremo. Segundo ele, o modelo ideal reduziria a participação direta do presidente da República e partiria de uma lista formada por indicações de entidades da magistratura, do Ministério Público e da advocacia.
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