Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve compromissos de campanha e, à noite, afirmou que todos os envolvidos no caso Master devem ser investigados “sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”.
Flávio Bolsonaro (PL) fez apenas sua live semanal e disse esperar que Daniel Vorcaro consiga homologar uma delação premiada.
Ronaldo Caiado (PSD) cobrou o fim de sigilos antes da eleição; Romeu Zema (Novo) voltou a pressionar o STF, Renan Santos (Missão) defendeu uma nova Constituição e Augusto Cury (Avante) pediu apuração sobre Moraes.
Candidatos à Presidência da República cumprem compromissos de campanha e agendas institucionais nesta quinta-feira (3).
A crise envolvendo o Banco Master e o Supremo Tribunal Federal voltou a ser assunto principal dos candidatos à Presidência nesta quinta-feira (3).
Lula, que não teve compromissos públicos de campanha, pediu investigação sem blindagem e criticou vazamentos seletivos. Flávio também passou o dia sem agenda pública de campanha e usou sua transmissão semanal para pedir que Daniel Vorcaro revele tudo o que sabe.
Caiado, Zema, Renan e Cury também voltaram a tratar das revelações envolvendo Vorcaro, Alexandre de Moraes e outros integrantes das instituições em suas agendas desta quinta-feira.
Lula não teve compromissos públicos de campanha e cumpriu apenas agenda institucional em Brasília.
À noite, Lula se manifestou pela primeira vez sobre a crise desencadeada pelas revelações das investigações envolvendo o Banco Master e integrantes do Supremo.
“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, afirmou.
No vídeo publicado nas redes sociais, Lula classificou o escândalo do Master como “o maior roubo da história do Brasil” e disse que há suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos.
Lula também criticou a divulgação fragmentada de informações das investigações.
“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, declarou. O presidente cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, atuação para garantir a integridade das apurações.
Flávio pede que Vorcaro “fale tudo”
Flávio Bolsonaro (PL) não teve compromissos públicos de campanha nesta quinta-feira e concentrou a atividade eleitoral em sua transmissão semanal pelo YouTube.
Na live, o candidato disse esperar que Vorcaro consiga homologar uma colaboração premiada e pediu que o ex-banqueiro revele tudo o que sabe.
“Espero, de verdade, que Vorcaro consiga homologar sua delação. Que ele fale tudo. Vorcaro, fale tudo”, afirmou.
Flávio voltou a negar ter recebido recursos de Vorcaro diretamente e afirmou que sua relação com o ex-dono do Master esteve limitada à busca de financiamento para Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
“Nunca teve nada. Não tem um real de Vorcaro para conta de Flávio. Todo patrocínio que aconteceu foi para o filme”, declarou.
O candidato também voltou a atacar Moraes e afirmou que, na sua avaliação, o ministro teria atuado como “advogado de fato” de Vorcaro.
Caiado cobra fim de sigilos antes da eleição
Ronaldo Caiado (PSD) participou de uma entrevista da série de presidenciáveis do Estadão e, à tarde, visitou a Obra Social Dom Bosco, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.
Durante a sabatina, Caiado voltou a defender que o STF retire os sigilos das investigações relacionadas ao Banco Master, às fraudes no INSS e ao financiamento de Dark Horse.
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“É importante que o Supremo tenha a responsabilidade de poder quebrar o sigilo de todas essas denúncias”, afirmou.
Segundo Caiado, os eleitores precisam ter acesso às informações antes de escolher o próximo presidente. O candidato também reiterou que Moraes deveria ser afastado do Supremo.
Zema diz que brasileiros estão “indignadíssimos”
Romeu Zema (Novo) concentrou a agenda em São Paulo, onde participou pela manhã de uma sabatina da Jovem Pan, encontrou-se com mulheres e, à noite, foi entrevistado pela Veja.
Na última sabatina, Zema voltou a direcionar críticas ao Supremo ao comentar as informações extraídas do celular de Vorcaro.
“Não tem um brasileiro que não esteja indignadíssimo com tudo isso que nós estamos assistindo”, afirmou.
Zema defendeu que o Senado analise pedidos de impeachment de ministros do STF e disse esperar que a eleição produza uma renovação na Casa.
O candidato também apresentou propostas para mudar a composição do Supremo. Pela manhã, defendeu idade mínima de 60 anos para novos ministros, o fim de decisões monocráticas e uma lista tríplice para as indicações.
Renan propõe nova Constituição
Renan Santos (Missão) participou de entrevistas e de um encontro com correspondentes estrangeiros antes de encerrar o dia em uma sabatina da CNN Brasil.
Durante a entrevista, Renan voltou a atacar Moraes e Dias Toffoli e defendeu que um eventual governo seu não reconheça decisões que considere ilegais tomadas pelos dois ministros.
O candidato foi além e propôs a elaboração de uma nova Constituição.
“Precisamos discutir uma nova Constituição, o pacto de 88 acabou”, afirmou.
Renan havia protocolado na quarta-feira (2) pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli no Senado, sob alegação de crime de responsabilidade. Os pedidos ainda dependem de análise da Presidência da Casa.
Augusto Cury (Avante) participou pela manhã de entrevistas online e depois se reuniu com representantes da Assembleia de Deus em São Paulo.
Ao falar sobre o caso Master, Cury defendeu que as suspeitas envolvendo Moraes sejam apuradas e afirmou que autoridades públicas precisam prestar contas à sociedade.
“Se o Alexandre de Moraes deve, ele tem que provar que não deve e, se deve, responder até as últimas consequências”, afirmou.
Cury também apresentou critérios que pretende adotar para futuras indicações ao Supremo caso seja eleito. O candidato disse que gostaria de indicar duas mulheres para as próximas vagas e defendeu preferência por integrantes das carreiras jurídicas, além de idade superior a 50 anos e ausência de filiação partidária nos cinco anos anteriores à nomeação.
À noite, a agenda da campanha previa participação em um evento religioso em Ribeirão Preto.
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